Após 8 anos, STF decidirá sobre aborto de anencéfalos
Depois de oito anos de espera, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar no dia 11 a ação que pode dar às grávidas de fetos com anencefalia (ausência de cérebro) o direito de abortar. A tendência é que o tribunal aprove a interrupção da gravidez nesses casos, com o apoio da maioria dos 11 integrantes da Corte. O julgamento será polêmico, com a sustentação oral de advogados de religiosos e de profissionais de saúde. Em pauta, estarão questões como o início da vida e os direitos da mulheres. Em julgamentos anteriores, quatro ministros já defenderam o aborto em casos de anencefalia: Marco Aurélio Mello, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Celso de Mello. Um quinto ministro, Dias Toffoli, deu entrevista em 2009, quando era o advogado-geral da União, na mesma linha. “A posição do Ministério da Saúde, defendida pelo governo e por mim, é que um feto que não vai desenvolver o cérebro está fadado ao insucesso, não terá uma vida propriamente dita”, declarou, à época. No enta...