A trajetória polêmica de Rodrigo Janot Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Folha de Pernambuco "Enquanto houver bambu, lá vai flecha". O recado dado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em junho deste ano, poucos meses antes de deixar o cargo, era encarado nos bastidores de Brasília como o aviso prévio de um intenso bombardeio que viria a atingir a Capital da República. Poucos dias antes da transição do cargo para a futura chefe do Ministério Público Federal (MPF), Raquel Dodge, na próxima segunda-feira, o que se viu foi uma tentativa de cumprir a promessa, com tiros que acabaram atingindo até mesmo a própria PGR, com denúncias que envolvem o ex-braço-direito de Janot, o procurador Marcelo Miller, suspeito de ter atuado ilegalmente a favor do acordo com a JBS. Disposto a cumprir sua promessa, Janot redobrou esforços, acelerando o rumo das investigações e homologações de delações premiadas nos meses que antecederam o fim do seu mandato. O resu...