José Teles JC Online Um disco revestido da condição de lenda. Muitos juravam que não existia. Outros que foi gravado, mas se perdeu. Eis que em 1998, foi anunciado que o tal disco seria lançado. A lenda materializou-se em um CD, o Saudade de Pernambuco, de Alceu Valença, gravado num estúdio nos arredores de Paris, com o guitarrista Paulo Rafael, Zé da Flauta, e o percussionista Fernando Falcão. Foi distribuído como encarte do já extinto Jornal da Tarde, de São Paulo, numa série intitulada Sertanejo & Forró. Esgotaram-se, rapidinho, os 45 mil disquinhos comprados junto com o jornal. O disco merecia melhor destino, tanto pelo repertório, quanto pelo que significou na carreira do artista, nascido enquanto viveu o que ele chamava de “exílio cultural” na França. Depois de três discos pela Som Livre, Alceu Valença deixou a gravadora e foi para a França. Seu agente no Brasil tentava convencer os executivos a o contratarem, mas recebeu repetidas recusas:. “Na Phonogram (hoje...