“Hoje, a corrupção é um crime de baixo risco e alto benefício” - Deltan Dallagnol
Ary Filgueiras - Istoé Após dois anos de existência, o legado que a Operação Lava Jato pretende deixar ao povo brasileiro vai além das prisões de poderosos empreiteiros e figuras conhecidas do cenário político. “Queremos, um País com menos corrupção”, sublinha o procurador da República Deltan Dallagnol, que coordena os trabalhos da força-tarefa, em entrevista concedida à ISTOÉ. A primeira fase do conjunto que forma esse espólio passa pela aprovação de 10 Medidas contra corrupção. O cerne que se almeja alcançar com elas é tornar a modalidade um crime de alto risco e baixo benefício. As propostas de alteração na lei ganharam a adesão de dois milhões de assinaturas em apenas dez meses. “É preciso, agora, que esse clima das ruas, de um desejo genuíno de um País mais justo, contagie o Congresso Nacional, que vai apreciar a iniciativa dos procuradores da Lava Jato”, afirma Dallagnol. ISTOÉ – De que forma a Lava Jato influenciou a elaboração das 10 Medidas contra a corrupção? Dal...