Frigorífico é obrigado a transferir grávidas de setor após abortos
Frigorífico é obrigado a transferir grávidas de setor após abortos Trabalhadoras foram expostas a ruídos acima do nível máximo permitido Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil Foto: Imagens/TV Brasil Eram 3h40 da manhã quando uma trabalhadora venezuelana, grávida de oito meses, em um frigorífico da MBRF, em Lucas do Rio Verde (GO), teve dores, tontura e falta de ar. Chegou a ser impedida de sair pela chefia sob o pretexto que prejudicaria a produção, segundo divulgou a Justiça do Trabalho. O resultado é que ela entrou em trabalho de parto na portaria da empresa e as filhas gêmeas não sobreviveram. Quase dois anos depois daquele 23 de abril de 2024, um acordo judicial firmado nesta semana entre a empresa e o Ministério Público do Trabalho (MPT), diante da juíza Priscila Assunção Lopes Nunes, da Vara do Trabalho da cidade, garante que gestantes devem trabalhar afastadas de ambientes com excesso de ruído (acima de 80 decibéis). Segundo apurou o MPT, na empresa, foram de...