Agência Estado Desde os quatro meses de vida, quando conseguiu uma vaga na AACD de Recife, Pérola precisa estar no centro médico todas as terças-feiras, pontualmente às 9 horas, para participar de sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e terapias em grupo com outras crianças. Se faltar e não justificar, pode perder a vaga. Por isso, Marcione costuma ligar para a prefeitura de Betânia dias antes das consultas para confirmar se o transporte estará disponível. Do outro lado da linha, muitas chamadas não atendidas e outras tantas com respostas sem definição. "O responsável saiu", "ligue mais tarde", "vou ver com a prefeita" são algumas das frases ouvidas por Marcione toda semana. "Até agora, de tanto insistir, tenho conseguido carro para ir, mas, na volta, muitas vezes tenho que me virar", contou ela, em maio, sem imaginar que a situação ainda iria piorar. Em uma das viagens feitas na época, quando a menina estava com sete meses, o carr...