Acidente Tamarineira: um ano depois, Miguel abre o coração
JC Online A dor ainda transborda. No olhar distante. No sorriso triste. Na palavra recheada de saudade. No choro que se quer conter. Passado um ano do acidente na Tamarineira, Zona Norte do Recife, em que sua esposa, Maria Emília Guimarães, de 39 anos, o filho Miguel Neto, 3 anos, e a babá, Roseane Maria de Brito, 23 (grávida de três meses) foram mortos por um motorista embriagado que avançou o sinal, o advogado Miguel Filho da Motta Silveira, 47, procura o conforto que, dizem, o tempo traz. A motivação para levantar todos os dias fica no quarto ao lado: Marcela, 7 anos, a filha que foi dada como morta duas vezes, mas insistiu em ficar viva. “Ela é um milagre”, diz carinhosamente Miguel, nesta entrevista ao JC, na qual abriu o coração. A entrevista aconteceu no apartamento da família, em Casa Forte, Zona Norte do Recife. A mãe da babá preferiu não falar com a imprensa. JC – Um ano se passou. Como vocês estão hoje? MIGUEL: Ainda dá muita tristeza. Mas antes eu não tinha...