247 - Em 2008, Vladimir Putin era um presidente extremamente popular no Kremlin, que flertava com um terceiro mandato. Se forçasse, conseguiria. Havia tirado a Rússia do buraco financeiro, depois de várias crises econômicas, e devolvido a auto-estima ao País. Medvedev, no entanto, escolheu Dimitri Medvedev, um de seus mais leais colaboradores para o posto de presidente, e voltou quatro anos depois – o escolhido do Kremlin "optou" por não disputar a reeleição. Em 2010, o cenário era bem parecido no Brasil. Pessoas próximas a Luiz Inácio Lula da Silva insistiam para que ele tentasse um terceiro mandato. Lula, no entanto, preferiu manter-se aferrado às regras democráticas e fez de Dilma Rousseff sua candidata. Ao longa da campanha, dizia-se que "Dilma = Lula 3". Na semana que passou, pela primeira vez, Lula mencionou a hipótese de voltar a ser candidato. E Dilma, quando foi indagada a respeito, respondeu que era cedo demais para tratar do tema.