Alexandre Lyrio Diário de Pernambuco Para Marcel Proust, a vida é um labirinto de tempo, em que passado, presente e futuro se entrecruzam como trilhos. O tempo tem origem nas memórias, ensina Proust, “mas, para desfrutar da essência das coisas, é preciso achar-se fora dele”. Obviamente, o ensaísta francês jamais embarcou em um trem do Metrô de Recife. Se o fizesse, talvez chegasse à conclusão que a vida não é só um labirinto de tempo, mas também de espaço. Ali, informações desencontradas se entrecruzam. Assim, perde-se tempo. E perde-se no espaço. Sem a pretensão de elocubrar conceitos filosóficos, foi essa sensação que o repórter forasteiro aqui teve ao encarar, pela primeira vez, uma aventura no metrô da capital Pernambucana. Para além do frevo, o Galo da Madrugada e o sotaque agradabilíssimo do povo, pouco conheço do Recife. Sem norte no metrô local, esse baiano de Salvador deparou-se com falta de sinalização adequada e informações contraditórias, apesar da boa von...