Semana de 7 a 13 de setembro reúne Independência, marcos da educação, cultura e reflexões sociais

Independência do Brasil

A semana que vai de 7 a 13 de setembro de 2025 é marcada por datas que atravessam diferentes dimensões da vida nacional: da Independência política à preservação ambiental, passando pela valorização da educação, da cultura e da saúde pública. Ao longo desses dias, o calendário resgata conquistas históricas, mas também relembra tragédias que deixaram lições permanentes para o país.

7 de setembro — Independência e avanços na educação e comunicação

O Dia da Independência do Brasil segue como um dos principais símbolos da formação do Estado brasileiro. Em 1822, o gesto de Dom Pedro às margens do Ipiranga rompeu com a Coroa portuguesa e deu início ao processo de construção de uma nação soberana.

Mas a data também guarda outros capítulos importantes. Em 1920, o presidente Epitácio Pessoa assinava o decreto que criou a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a primeira universidade federal do país, que chega agora aos 105 anos. No mesmo 7 de setembro, em 1923, entrava no ar a Rádio Sociedade, marco pioneiro da radiodifusão no Brasil, que mais tarde, em 1936, passaria a se chamar Rádio Ministério da Educação — atual Rádio MEC — consolidando-se como canal de divulgação cultural e científica.

8 de setembro — Alfabetização como direito humano

Reconhecido pela ONU, o Dia Mundial da Alfabetização chama atenção para um desafio ainda presente no Brasil: a erradicação do analfabetismo e do analfabetismo funcional. A data reforça a leitura e a escrita como ferramentas indispensáveis para o exercício da cidadania.

9 de setembro — Profissão que organiza e planeja

O Dia do Administrador celebra a regulamentação da profissão, em 1965. Mais do que uma homenagem, a data destaca a importância da gestão eficiente em instituições públicas e privadas, papel cada vez mais estratégico em um cenário de complexidade econômica e social.
10 de setembro — Literatura e saúde em evidência

Há 95 anos, nascia em São Luís do Maranhão o poeta, dramaturgo e crítico de arte Ferreira Gullar, um dos grandes nomes da literatura brasileira do século 20. Sua obra, marcada pelo engajamento político e pela experimentação estética, permanece atual e necessária.

O mesmo dia é dedicado ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, que integra o calendário da Organização Mundial da Saúde (OMS). A campanha reforça a importância do diálogo, da rede de apoio e das políticas públicas voltadas à saúde mental, especialmente no contexto do Setembro Amarelo.

11 de setembro — Cerrado em foco

O Dia Nacional do Cerrado lembra a importância do segundo maior bioma do país, essencial para a manutenção dos aquíferos e para a biodiversidade. A data também alerta para o avanço do desmatamento e para a necessidade urgente de preservação desse patrimônio natural.

12 de setembro — Saúde e radiodifusão no centro da memória

Em 1960, era inaugurado em Brasília o Hospital de Base, que completa 65 anos em 2025 como um dos maiores centros de atendimento da rede pública. Já no campo da comunicação, 1936 marcou o nascimento da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, que se tornaria ícone da cultura radiofônica brasileira, especialmente nas décadas de 1940 e 1950.

13 de setembro — Tragédia que virou alerta permanente

O sábado relembra um episódio trágico da história nacional: o acidente com o Césio-137, em Goiânia, em 1987. O material radioativo encontrado em um ferro-velho contaminou mais de mil pessoas e causou quatro mortes, sendo considerado um dos maiores acidentes radiológicos do mundo em área urbana. Desde 2012, a data marca o Dia Nacional de Luta dos Acidentados por Fontes Radioativas, instituído por lei para reforçar a memória das vítimas e a importância da segurança no manuseio desses materiais.

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