Diretor, ator, dramaturgo e doutor em Educação Internacional: Didha Pereira fortalece identidade cultural através do mamulengo em São Benedito do Sul
Com uma trajetória marcada pela arte, pela educação e pelo compromisso social, o diretor, ator, dramaturgo e doutor em Educação Internacional Didha Pereira vem se consolidando como uma das principais vozes na valorização da cultura popular pernambucana. À frente do projeto “Narrativas Quilombolas no Mamulengo: em busca de uma identidade cultural para a Mata Sul”, desenvolvido no município de São Benedito do Sul, Pereira alia conhecimento acadêmico e prática artística para fortalecer as tradições afrodescendentes e estimular a formação cidadã através do teatro de bonecos.
O curso, que acontece de julho a dezembro de 2025, é realizado no Quilombo dos Timóteos e tem como eixo a manipulação de bonecos confeccionados com materiais reciclados. A proposta é dar vida a quatro narrativas quilombolas, resgatando histórias ancestrais e aproximando a população, especialmente crianças e jovens, de suas raízes culturais.
Segundo Didha Pereira, o projeto vai além da encenação.
Segundo Didha Pereira, o projeto vai além da encenação.
“Estamos criando um espaço de pertencimento. O mamulengo, enquanto manifestação popular, ganha aqui uma dimensão educativa e política, capaz de valorizar a memória coletiva, reforçar a identidade quilombola e abrir caminhos para novas gerações compreenderem sua história”, destacou o dramaturgo.
A iniciativa é dividida em três ciclos: manipulação de bonecos, teatralização das narrativas e apresentações itinerantes em escolas municipais e no Ponto de Cultura SBS Engenho de Arte. Além das oficinas, o curso contempla disciplinas que vão da história do teatro à dramaturgia do espectador, passando pela caracterização e indumentária dos bonecos, sempre com foco na valorização das tradições afro-brasileiras.
As apresentações já têm mobilizado a comunidade. Entre os espetáculos em destaque estão “Sagradas Águas”, “Zumba da Princesa Africana de Rio Zumbi” e “A Noiva da Caçamba”, que unem crítica social, memória quilombola e elementos do folclore regional.
Cultura como resistência
O projeto, incentivado pelo Funcultura, reforça o papel da arte como ferramenta de resistência cultural e transformação social. Didha Pereira enfatiza que preservar e reinventar essas tradições é um caminho essencial para o fortalecimento da autoestima coletiva e para a construção de uma consciência ecológica e cidadã.


“A cultura é um instrumento poderoso de emancipação. Quando resgatamos nossas raízes, estamos também projetando o futuro, formando pessoas mais críticas, criativas e conscientes do seu papel na sociedade”, afirmou.






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