Sem manutenção, passarelas são perigo para usuários

Juliana Almeida e Marcílio Albuquerque, da Folha de Pernambuco

Sem a devida manutenção, passarelas de pedestres no Recife se transformaram em perigo para a população. Alvo de constantes reclamações, o equipamento localizado na BR-101, no bairro da Cidade Universitária, teve agora parte de sua estrutura interditada.
A promessa é de restauração da escadaria, que atualmente está em pedaços e representa riscos de acidentes. O prazo de entrega, no entanto, ainda é incerto.
Na BR-232, no Curado, a promessa de substituição se arrasta há quatro anos. Nos dois casos, as rotas que facilitariam o acesso de pacientes e visitantes aos hospitais das Clínicas e Pelópidas Silveira refletem o abandono. Em outras áreas da Cidade, como no Pina e na Joana Bezerra, os equipamentos também apresentam problemas operacionais, além de serem alvos de vandalismo.
Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco
Passarela sobre a BR-232, no Curado
Com o principal acesso fechado, sobraram apenas os elevadores para a travessia dos cidadãos na BR-101, considerado um dos principais corredores viários do Estado. Porém, nos finais de semana, quando os ascensoristas não trabalham, a alternativa é atravessar a rodovia a pé. “O corrimão não existe mais e sempre vemos idosos escorregando ao tentar atravessar”, denunciou Anastácio dos Santos, 57, paciente do HC.

Os degraus foram corroídos pela ação do tempo e as vigas de metal envergadas acumulam lama e muito lixo. A estrutura enferrujada balança facilmente. Algumas das vigas de sustentação já não existem mais.
    Passando para a BR-232, a situação é considerada ainda mais grave. Com 50 metros de extensão e intermináveis buracos, a passarela próxima ao Hospital Pelópidas Silveira, no Curado, se mostra castigada pela falta de conservação.

    Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco
    Passarela em frente ao Fórum Rodolfo Aureliano
    Com o sol e a chuva, as tábuas apodreceram. O alambrado, que serviria de proteção para os passantes, desapareceu em vários trechos. No caminho, com apenas dois metros de largura, motociclistas esbanjam imprudência.

    Apesar de notória precariedade, a passarela contabiliza uma conta que não é barata. Instalada para funcionar em caráter temporário, em janeiro de 2012, o equipamento permanece provisório há 44 meses. Nos dois últimos anos, o DER-PE chegou a anunciar a realização de um estudo para a instalação de uma nova passarela, avaliada em R$ 2 milhões. Não houve avanços. A responsabilidade foi transferida para a Secretaria Estadual de Saúde, ao peso de cerca de R$ 25 mil por mês.
    A passarela da Ilha Joana Bezerra faz a interligação da Academia da Cidade ao Fórum Rodolfo Aureliano. O fluxo de pedestres é constante. A estrutura é apoiada por cabos de aço, mas exibe ferrugem nas chapas e grades. O lugar também tem diversas pichações e, após ser alvo de denúncias, teve devolvidos os postes de iluminação.
    Já na passarela do Pina, instalada na avenida Herculano Bandeira, as principais queixas di­­­zem respeito às escadas rolan­­­tes, que quebram frequen­­­te­­­mente. Procurado pela Fo­­­lha de Pernambuco, o Dnit infor­­­mou que a empresa contratada para fazer a restauração não cumpriu com as obri­­­ga­­­ções e teve o contrato rescindido.

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