Banana baiana ameça produção do Estado

Raquel Freitas
Folha-PE

A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) vai intensificar a fiscalização do trânsito da banana no Estado. O motivo está associado à proliferação dos casos da Sigatoka Negra na Bahia, um dos estados responsáveis por abastecer Pernambuco. Apesar de a produção local ser suficiente para o consumo interno, a compra da fruta é comum, e, nos casos em que apresentar a doença, pode causar prejuízos de até 100% na produção. O Vale do São Francisco concentra boa parte do que é plantado no Estado.

De acordo com a gerente de Defesa e Inspeção Vegetal da Adagro, Raquel Miranda, a ofensiva será por meio de barreira fixa, no município de Xexéu, e nas móveis, implantadas em Petrolina, Palmares e Barreiros - principais rotas de entrada desse produto. “Durante as fiscalizações, a entrada de banana proveniente do estado da Bahia será liberada se a Permissão de Trânsito de Vegetais estiver com a declaração adicional em dia”, explicou, destacando que o aval do Sistema de Mitigação de Risco para Sigatoka Negra também será necessário.

Segundo a presidente da Agência, Erivânia Camelo, a Sigatoka é um fungo capaz de destruir a planta se essa mantiver contato com palhas de bananeiras e frutos infectados. “Apesar de vir em caixa, há probabilidade de o fungo se alastrar”, contou. Erivânia destacou ainda que a forma de erradicação pode ser feita por meio da melhora da limpeza do plantio. “O manejo evita que a doença ganhe força”, frisou.

Pernambuco é considerado livre da Sigatoka Negra desde agosto de 2006 e hoje tem mais de 38 mil hectares de banana plantada, produzindo aproximadamente 400 mil toneladas por ano, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A entrada dessa doença no Estado colocaria em risco os 150 mil empregos diretos e indiretos fomentados pela cultura da banana. 

Presidente da Associação dos Exportadores Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto de Almeida disse que a possibilidade de a praga se desenvolver é uma preocupação. “Santa Maria da Boa Vista é produtora e a doença é uma dor de cabeça para os produtores. Tem que ser combatida, mas a ausência do Estado é notória, sobretudo no que se refere à identificação, pesquisa e combate da praga no campo”, questionou.

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