Um quadro preliminar na RMR - Magno Martins
As eleições municipais deste ano em Pernambuco não terão o eduardismo como fator de influência, mas em contrapartida serão marcadas pelo símbolo da crise nacional, dos efeitos da operação Lava Jato e a discussão do esgotamento das políticas públicas municipais. Em alguns municípios, entretanto, as disputas tendem a caminhar para o imponderável.
Na Região Metropolitana, onde se concentram 35% do eleitorado estadual, Jaboatão e Olinda não terão prefeitos concorrendo à reeleição, mas tanto Elias Gomes (Jaboatão) quanto Renildo Calheiros (Olinda) terão enormes dificuldades de emplacar seus sucessores. Renildo tem mais de 80% de reprovação e as notícias que chegam de Elias, sem uma pesquisa ainda recente, não são boas.
Paulista, administrada por Júnior Matuto, tende a reviver uma polarização entre o PSB, partido do prefeito, e o PT, que deve, provavelmente, lançar, mais uma vez, a candidatura do ex-deputado Sérgio Leite, que já perdeu três eleições majoritárias naquele município.
No Cabo, o deputado estadual Lula Cabral (PSB), que governou o município por dois mandatos e elegeu o atual gestor, com quem rompeu, tem amplas chances de voltar. Seu adversário é um velho freguês: o deputado federal Betinho Gomes (PSDB), derrotado por Vado e pelo próprio Lula, quando este disputou a reeleição.
Em Igarassu, o prefeito Mário Ricardo (PTB) tem uma reeleição complicada. Enfrentará adversários fortíssimos, como os ex-prefeitos Yves Ribeiro e Severino Ninho, ambos do PSB, que poderão se unir numa chapa. Já em Ipojuca, o prefeito Carlos Santana (PSDB), embalado por uma boa gestão, enfrentará, mais uma vez, o grupo do ex-prefeito Pedro Serafim (PDT), que derrotou na eleição passada.
Inelegível, Pedro já decidiu pela candidatura do seu filho, o deputado estadual Pedro Serafim Neto. Não tem as matreirices nem tampouco a experiência do pai, mas pode crescer ao longo da campanha. Moreno é o grande desafio do PSB. As pesquisas internas do Palácio não são nada animadoras em relação à reeleição do prefeito Adilson Filho.
Ali, o favorito, com o dobro das intenções de voto do socialista, é o ex-prefeito Vavá Rufino (PTB). Dilsinho, como é mais conhecido, não teria mais tempo para reverter o forte desgaste da sua administração. Em Camaragibe, por fim, o prefeito Jorge Alexandre (PSDB), também bem avaliado, tem chances de garantir um novo mandato. Seu principal adversário é o socialista Demóstenes Meira, a quem derrotou na eleição passada.

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