São planejados protestos contra reajuste no Recife
Folha-PE
Protestos estão sendo planejados para esta semana, no Recife, contra o reajuste da tarifa de ônibus, que será definido em reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM) marcada para a próxima sexta-feira. A decisão foi tomada na noite desta terça-feira (12), na sede do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), por cerca de 50 pessoas ligadas à Frente de Luta pelo Transporte Público, que defende pautas como o passe livre e o bilhete único e já esteve à frente de outros atos do tipo. As manifestações vão contar com barricadas e catracaços - liberação do acesso de passageiros sem o pagamento da passagem - em vias de grande circulação no Centro. Para o dia em que o aumento estiver sendo votado pelos 24 conselheiros, no Centro de Convenções, também estão sendo programadas ações de repúdio.
Temendo repressão policial, o grupo evitou divulgar à imprensa os horários e os locais exatos dos protestos. Nesta quarta (13), os detalhes serão traçados numa nova reunião, desta vez, fechada. A Frente de Luta também pretende divulgar uma carta aberta à população e pedir ao CSTM acesso à planilha das empresas que atuam no sistema de transporte público com o intuito de contestar o percentual de reajuste que será pedido. O quantitativo ainda não foi divulgado oficialmente. No ano passado, foi de 24%. O que acabou aprovado e vigorou a partir de janeiro foi o de 13,95%, após arredondamento. O anel A passou de R$ 2,15 para R$ 2,45, e o G, de R$ 1,40 para R$ 1,60. As tarifas B (R$ 3,35) e D (R$ 2,65) ficaram congeladas. "Vamos até as últimas consequências no sentido de barrar esse aumento", declarou um dos integrantes da Frente de Luta, pedindo para não ter o nome revelado.
A confirmação de que o aumento do valor das passagens começaria a ser discutido ocorreu na última segunda-feira, antes da solenidade de posse dos novos componentes do CSTM. Na ocasião, o secretário das Cidades, André de Paula, admitiu que, num momento de crise, é difícil falar sobre o tema, mas destacou que o esforço do Governo do Estado será por um reajuste "o menor possível". Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), a alta da inflação e dos combustíveis e os custos da mão de obra estão pesando nos realinhamentos tarifários.
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