Quadro preliminar sucessório da RMR - Magno Martins

Objetos desta segunda etapa de avaliação do quadro sucessório da Região Metropolitana, São Lourenço da Mata, Abreu e Lima, Itapissuma, Itamaracá e Araçoiaba também se apresentam em cenários de polarização. Com direito à reeleição, o prefeito de São Lourenço, Gino Albanez (PSB), que era vice e assumiu recentemente no lugar de Ettore Labanca, nomeado para Arpe, tem amplas chances de emplacar um novo mandato.

Está bem avaliado, diferentemente de grande parte da Região Metropolitana. Mais do que isso, herdou uma poupança interna razoável para manter o nível de obras em andamento. Seu principal adversário é o jovem Bruno Pereira, filho do ex-prefeito Jairo Pereira. Filiado ao PHS, mas ingressando provavelmente no PTB, Bruno testou sua força eleitoral no pleito passado. Disputou uma vaga na Assembleia Legislativa e saiu do município com mais de 10 mil votos.

Já em Abreu e Lima, o prefeito Pastor Marcos (PSB) vai à reeleição com um ponto favorável: a divisão da família Gadelha. Rompido com o tio Jerônimo, o ex-prefeito Flávio Gadelha (PMDB) vai dividir a fatia eleitoral do clã com Kátia Gadelha, filha de Jerônimo. Atualmente sem filiação partidária, a tendência é que Kátia ingresse no PTB, aliando-se ao ministro Armando Monteiro.

Dos Gadelha, entretanto, Flávio é o mais forte e tende a polarizar a disputa com o prefeito. Em Itapissuma, o prefeito Cal Volia (PSDB), concluindo o seu segundo mandato, escolheu como candidato o vereador José de Irmã Teca, que terá como adversários os ex-prefeitos Clóvis Cavalcanti (PR) e Carlos Pereira (PSB). Destes, o mais competitivo e brigão é Clóvis, que tende a radicalizar o discurso contra o grupo governista.

Na Ilha de Itamaracá, o quadro é muito adverso para o prefeito Paulo Batista (PTB), que enfrenta duas CPIS na Câmara de Vereadores, uma delas já concluída, a do lixo, que pode abrir o processo do seu impeachment. A outra Comissão Parlamentar de Inquérito apura um desvio superior a R$ 1 milhão na Previdência do Município. O prefeito é acusado de ter abandonado a cidade, cheia de lixo e com turismo em baixa.

Seu principal adversário seria o ex-prefeito Rubinho Catunda (PCdoB), mas em vias se enquadrar inelegível por ter contas do seu governo rejeitadas e responder, também, a processos na justiça por desvios de recursos. Com isso, o nome da oposição mais robusto hoje seria o ex-vice-prefeito Cláudio Gadelha, já em plena campanha arregimentando apoios.

Gadelha precisa, contudo, remover um pré-candidato dentro do seu próprio partido, Mosar Melo, genro do presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa (PDT). Em Araçoiaba, por fim, menor município da Região Metropolitana, o prefeito Joamir Oliveira (PDT) está animado para reeleição e até setores da oposição reconhecem que faz uma boa gestão.

A oposição ali tende a se unir com o ex-vice-prefeito Carlos Jugli (DEM), com exceção do ex-prefeito Cuscuz, que por ser ficha suja estaria propenso a lançar sua filha candidata do grupo, que batizou de Cuscuzinha.

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