A aguardada delação de Pedro Corrêa, ex-deputado de Pernambuco e ex-presidente do PP
Ex-deputado Pedro Corrêa. Foto: Acervo JC Imagem
Pinga Fogo
JC Online
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Era o final de setembro de 2015 quando a Revista Veja publicou a informação de que estava por vir uma possível delação do ex-deputado e ex-presidente do PP Pedro Corrêa. Desde então, a história surgiu aqui e ali, sem se firmar. Ontem seu primo, o juiz Clóvis Corrêa, disse no ar à Rádio Jornal que o ex-deputado afinal está próximo de formalizar a delação. E ela atravessaria nossa jovem democracia desde os tempos do governo José Sarney (PMDB), cruzando as eras tucana e petista, com a intenção de “passar a República a limpo”.
Corrêa conhece as entranhas da história política recente. Não é por acaso. Ele foi condenado no mensalão e na Lava Jato. Só teria se arrependido por não ter aceito a oferta do Ministério Público Federal e feito uma delação premiada.
Por outro lado, já foram quatro meses desde as primeiras informações sobre a negociação da delação premiada e o tal acordo não veio. Houve tempo até para nova menção a Corrêa em outra delação, a do recifense Carlos Alexandre de Souza Rocha, “Ceará”, transportador do doleiro Alberto Youssef. Ceará disse que viu o ex-deputado seis vezes ao entregar propinas – só uma na cobertura de Pedro Correa na Avenida Boa Viagem, no Recife. Das outras cinco vezes, uma teria sido em um apartamento funcional de Brasília frequentado por políticos para a distribuição de dinheiro.
Ora, se Ceará, ex-empregado de Youssef, tem tudo isso a dizer, imagine Correa. Seriam cem nomes. Se a delação sair.
BUMLAI: RISCO DE LULA É O FILHO
O ex-deputado Pedro Corrêa divide a cela com Youssef e o empresário José Carlos Bumlai, o amigo de Lula. Assim, Clóvis Corrêa, ao visitar o primo no último dia 29, também falou com os outros dois. E relata que, após perguntar se Bumlai tem interesse em fazer delação também, ouviu do empresário: “Quem vai destruir ele é o filho dele”.
DEPUTADO FEDERAL TEM CAMPANHA DE R$ 9 MILHÕES
À Rádio Jornal, o juiz Clóvis Corrêa, primo do ex-presidente do PP e ex-deputado Pedro Correa, além de falar sobre a possível delação premiada do seu parente comenta que está claro, na política do País, como a conta das campanhas eleitorais não fecha. O custo mínimo da eleição de um deputado federal, diz, é R$ 9 milhões. Mas um parlamentar ganha, em todo o mandato, R$ 1,6 milhão. Ouça:

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