Dirigente do PSDB puxas as rédeas - Renata Bezerra de Melo
'Um dia depois de o prefeito Elias Gomes, ter apontado, à coluna, “gesto de hostilidade do PSB” e de o presidente municipal do tucanato, André Régis, ter pregado, à Folha, que “o PSDB precisa se descolar rápido do PSB”, o dirigente estadual da sigla, Antônio Moraes, numa espécie de freio de arrumação, condenou o “açodamento” e puxou as rédeas. “Ficou definido que a atual executiva iria conduzir o processo das eleições municipais. Essa coisa vai ser tratada de forma geral. É claro que o Recife tem importância grande, mas o partido vai tratar de todos os municípios depois do Carnaval”, crava Moraes. “Em momento nenhum, a gente vai tentar retirar candidatura de ninguém. Se a gente não quer que se retire a nossa, no Recife, como vamos querer questionar candidaturas em outros locais?”. Citando a proposta de rompimento, feita por André Régis, Moraes resume: “Não é competência do diretório do Recife decidir isso”. O dirigente só entrega a presidência a Elias em julho e defende que, até lá, o assunto seja tratado “com muita isenção”.
Se realça que a executiva atual é que comandará as costuras, Moraes enaltece Elias. “Ele é o 1º vice, figura importante, administra a 2ª maior cidade do Estado”
Assunto na mesa
Ontem, Moraes foi à mesa com Paulo Câmara. O imbróglio envolvendo a gestão de Elias Gomes entrou na pauta. Do governador, o dirigente tucano ouviu, sobre saída de Heraldo Selva da secretaria: “Nem mandei ele entrar, nem sair”. Moraes avalia: “Chegou-se a comentar que Paulo teria orientado Heraldo a sair. Quando Elias me disse, eu disse: `Duvido muito´”.
Árbitro - Moraes completa: “O governador tem ficado fora disso”. E adverte: “Não vamos admitir nenhuma ingerência dentro do PSDB. Para mim, o que Sileno (Guedes) disse, se foi com essa intenção de cobrar...acho que essa coisa vai ser feita não dessa maneira, nessa briga, nessa confusão”.
Alarme - Há preocupação de Moraes para que as costuras da eleição municipal não respinguem na aliança estadual do PSDB com o PSB, que dá suporte a Paulo Câmara.
Vacina - “A gente tem compromisso com o governo Paulo Câmara. Esse compromisso vai ser assumido, somos aliados, participamos do governo. Eleição municipal é outra coisa”, grifa.
Carnaval - Moraes defende que questões eleitorais devem ser resolvidas após a Folia de Momo, quando haverá reunião da executiva estadual com o presidente nacional, Aécio Neves.
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