STF: com Cunha vai ser diferente

Ilimar Franco - O Globo

Ao contrário do que ocorreu com o senador Delcídio Amaral, o ministro Teori Zavascki (foto) não tomará a decisão monocrática de afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara. No caso Delcídio, agiu para que a imagem do tribunal não fosse maculada. Na denúncia contra Cunha, se for documentada, Teori atenderá o PGR Rodrigo Janot, mas a decisão será aprovada ou não, no plenário do STF.

A oposição atribui a Eduardo Cunha a derrota que tiveram sobre o impeachment, no STF. Avaliam que isso jamais aconteceria se o presidente da Câmara tivesse o status de um Ulysses Guimarães ou Mário Covas.

Com a decisão do STF, Cunha não serve mais para a oposição. O governo torce para que o pleno do Supremo o mantenha no cargo. Para o governo, com ou sem impeachment, interessa manter viva a imagem Cunha x Planalto.

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