Renildo, um péssimo cabo eleitoral - Magno Martins
Pesquisa do Instituto de Opinião, de Campina Grande (PB), postada ontem neste blog, deve ter tirado o sono da deputada Luciana Santos, pré-candidata do PCdoB à sucessão do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB). Embora na liderança, com 24% das intenções de voto contra 15% de Antônio Campos (PSB) e 13% de Izabel Urquiza (PSDB), a ex-prefeita terá ao seu lado um péssimo cabo eleitoral: o prefeito que ajudou a eleger.
Renildo Calheiros, segundo o mesmo levantamento, se apresenta com uma rejeição nas nuvens: 78% dos entrevistados reprovam a sua administração, enquanto apenas 9% aprovam. Nunca na história da Marim dos Caetés um gestor bateu igual recorde. Com um patamar tão negativo, a tendência é Renildo levar Luciana para o fundo do poço.
Seus adversários, naturalmente, vão usar a estratégia de colar Renildo em Luciana. Tanto o advogado Antônio Campos, que se apresenta como o fato novo do processo eleitoral no município, como os demais adversários – Izabel Urquiza, Teresa Leitão (PT) e Ricardo Costa (PMDB).
O pesadelo maior para Luciana, visto na mesma pesquisa, está associado ao concorrente que ameaça uma eventual volta sua ao poder em Olinda. Quando tem seu nome vinculado ao ex-governador Eduardo Campos, seu irmão, Antônio Campos já ultrapassa a comunista, chegando a 32% contra 20%.
Isto é mais preocupante sobretudo porque a campanha sequer começou e Campos ainda é um político desconhecido em Olinda. O irmão do ex-governador, morto em agosto do ano passado durante um acidente aéreo, é, dentre todos os candidatos, o que apresenta maior potencial de crescimento, segundo ainda o mesmo levantamento.
Qual será a estratégia de Luciana? Esconder Renildo? Não pode, até porque é cria dela, uma invenção que deve estar profundamente desapontada. Além do peso-pesado Renildo, Luciana, quando associada também ao palanque da presidente Dilma, despenca numa velocidade arrasadora.
Se o cenário de recuperação de Dilma é muito incerto, o de Renildo é quase impossível. A população parece ter esgotado todas as esperanças no projeto comunista e caminha para uma mudança radical nas eleições do ano que vem. Mas tem muita água ainda para passar por debaixo dessa ponte.

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