PSB adia reunião sobre impeachment e socialista critica Daniel Coelho
Carlos Siqueira avisou aos integrantes da Executiva nacional do PSB que reunião não ocorrerá mais nesta quinta-feira
Foto:Humberto Pradera/Divulgação
Franco Benites
JC Online
A reunião da Executiva nacional do PSB para decidir sobre o posicionamento do partido a respeito do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) foi adiada mais uma vez. O encontro, que seria realizado na semana passada e havia passado para o próximo dia 17, agora não tem data para ocorrer. O adiamento foi comunicado pelo presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira, aos integrantes da Executiva nesta segunda-feira (14).
O PSB cancelou a decisão da quinta-feira porque vai aguardar a reunião do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima quarta. O STF poderá redifinir uma parte do rito do impeachment. Além do mais, os socialistas esperam também o resultado final sobre se haverá ou não recesso de final de ano no Congresso Nacional. "Há uma possibilidade de manutenção do recesso parlamentar e não há porque ter pressa. Vamos aguardar um pouco mais", pontuou Siqueira.
O deputado federal pernambucano Tadeu Alencar (PSB), que foi escolhido para a Comissão Especial que trataria do processo de impeachment da presidente Dilma, disse que é preciso estar atento à deliberação do STF. "A decisão do Supremo na quarta é bastante importante para a decisão de qual é o rumo que vamos tomar", falou. Ele também se mostrou contrário ao recesso parlamentar. "O PSB tem uma postura muito clara a esse respeito. Não pode está uma casa pegando fogo e a gente sair de férias. Essa é a postura da direção do partido", falou.
O socialista ainda aproveitou para criticar o PSDB, sobretudo o deputado federal tucano Daniel Coelho, que cobrou a presença dos parlamentares do PSB nos atos de rua a favor do impeachment da presidente Dilma no último domingo. "O PSB não vai se deixar constranger por quem quer que seja. Melhor faria Daniel se tivesse o mesmo comportamento fraterno com o PSB que têm os líderes do seu partido, a exemplo dos senadores Aécio Neves e José Serra, e do governador Geraldo Alckmin", falou.
O PSB e o PSDB foram aliados no segundo turno da eleição presidencial em 2014 e são parceiros no governo estadual e na Prefeitura do Recife. No entanto, em 2016, os tucanos têm a pretensão de concorrer com Daniel Coelho contra o prefeito Geraldo Julio (PSB).
"A fraternidade é que deve presidir uma relação com um partido que recebeu nosso apoio no segundo turno das eleições presidenciais. Estamos dispostos a fazer o debate, dialogar, e até deixar nos convencer, mas essa não é a melhor forma de convencimento. Nosso partido tem história, tem altivez necessária para ter o seu próprio tempo", declarou Tadeu Alencar.

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