Culpada pela crise pelo recifense, Dilma tem impopularidade alta. Reprovação de Paulo Câmara supera aprovação

Jamildo Melo, editor do Blog

Além do desempenho dos principais candidatos a prefeito do Recife, em 2016, a primeira rodada de pesquisa sobre as eleições municipais na capital pernambucana, realizado pelo Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau (IPMN), também pesquisou a popularidade do governador Paulo Câmara e da presidente Dilma Rousseff, cerca de um ano do pleito.


O levantamento de opinião aponta que a presidente Dilma será uma péssima cabo eleitoral. De acordo com o estudo, a avaliação da administração da petista é bastante negativa.

A reprovação chega a 76%, somando 27% de ruim e 49% de péssima. Para 18%, a administração da presidente é regular. A aprovação soma 6% das respostas. 0% responder que a gestão dela é ótima, no Recife.


No caso do governador Paulo Câmara, do PSB, a pesquisa mostra que ele está patinando, após seu primeiro ano de gestão. A reprovação (34%) supera a aprovação (19%), de acordo com os dados da pesquisa.

Apenas 2% diz que sua gestão é ótima e outros 17% afirmam que o governo do PSB é bom.

Para 20% dos entrevistados, a gestão pode ser considerada ruim, contra outros 14% que classificam a gestão socialista no Estado como péssima.

43% afirmaram que a gestão do socialista era regular. 3% não souberam ou não responderam.

Efeito da crise nas eleições

Um dos dados mais curiosos da pesquisa diz respeito a um questionamento da Nassau sobre os efeitos da crise econômica nacional sobre o humor do eleitorado do Recife.

A maioria dos recifenses, 78%, disse que há um a grave crise no Brasil e apenas 18% disseram não existir tal crise. 4% não soube ou não respondeu.

O dado relevante é a paternidade da crise. a Nassau perguntou quem seria o principal responsável pela crise.

A imensa maioria, 66%, apontou Dilma e todos os políticos como os responsáveis. No entanto, para 31% das pessoas, Dilma é a única responsável pelos problemas nacionais. 3% não sabe ou não respondeu.

A Nassau perguntou se a crise interfere negativamente na administração do prefeito socialista. As respostas variam entre os 58% que disseram que há crise no Brasil.

No entanto, para a grande maioria, 66% das respostas, a crise atrapalha sim Geraldo Julio.

26%, em contrapartida, respondeu negativamente, afirmando que a crise não atrapalha Geraldo Julio. Outros 9% não sabe não respondeu.

O dado é relevante porque eventualmente poderia servir de discurso para justificar o descumprimento de promessas de campanha.

Ainda de acordo com os dados da pesquisa da Nassau, a maioria dos entrevistados (52%) concorda que Geraldo Julio poderia fazer mais pelo Recife, mas ele não faz mais em razão da crise.

Em contraposição, só 23% respondeu que Geraldo Julio não faz mais pelo Recife em razão de não ser competente.

As entrevistas foram realizadas nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro de 2015. O tamanho da amostra foi de 816 entrevistas, na Cidade de Recife.

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