Órgão apresenta série de problemas estruturais
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Felipe Vieira
JC Online
No Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife, corpos são abertos com facas-peixeiras e costurados com hastes de guarda-chuva improvisadas como agulhas. Na sala de necropsias, o exaustor joga o cheiro insuportável dos cadáveres para a área de velório do Cemitério de Santo Amaro. Sem máscaras adequadas, os funcionários convivem com moscas e com o risco de contaminação por doenças como tuberculose e meningite. Um cenário de horror que o governo do Estado teve três meses para mudar, desde uma reunião realizada no último dia 9 de junho com a Promotoria de Saúde do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), onde foram combinadas adequações no órgão. O prazo expira no final deste mês, sem que haja qualquer indicativo de que o compromisso será honrado.
Na sexta-feira (11), foi a vez de deputados da bancada de oposição na Assembleia Legislativa realizarem uma vistoria no local. Sílvio Costa Filho e Augusto César (ambos do PTB), chegaram acompanhados do presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros. Percorreram todas as dependências do órgão e ficaram impressionados com o que viram. “As condições são ruins. Serviços essenciais, como exames traumatológicos e toxicológicos, estão deixando de ser feitos”, afirma Sílvio Costa Filho.