Via Metropolitana Norte anda a passos lentos

Obras foram retomadas há pouco mais de uma semana
Guga Matos/JC Imagem

JC Online

Anunciada em 2013 como a solução para o moroso tráfego entre os municípios de Olinda e Paulista, no Grande Recife, a Via Metropolitana Norte chega ao segundo semestre de 2015 como uma obra em ritmo lento e envolta numa pendenga jurídica que pode atrasar ainda mais sua conclusão. De um lado, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) cobra estudos de impacto ambiental para que o serviço prossiga. Alega que haverá mudanças drásticas, tanto ambientais como sociais, para a população no entorno dos 6,1 quilômetros da via, entre o Terminal da PE-15, em Olinda, e as imediações da Ponte do Janga, já em Paulista. Do outro, o governo do Estado afirma ter urgência para concluir os trabalhos, uma vez que um dos maiores gargalos do trânsito ao norte da Região Metropolitana do Recife pode ser aliviado com o novo acesso.
A pedido da promotora de Meio Ambiente de Olinda, Belize Câmara, a 1ª Vara da Fazenda Pública do município concedeu, no último dia 25 de junho, liminar suspendendo as obras até que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) fosse feito. O governo do Estado, através da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab) e da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), recorreu ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e conseguiu cassar a liminar, alegando ter realizado estudo simplificado, suficiente para a execução das obras. De acordo com a Cehab, os trabalhos no Rio Fragoso, hoje resumido a um estreito canal, recomeçaram dia 3. Três dias depois a reportagem esteve no local. Não havia trabalhadores nem máquinas onde deveria ser um canteiro de obras.

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