Integrantes do MST pedem o fim da violência contra as mulheres e trabalhadores rurais
Edward Pena
Folha-PE
Era para ser uma manifestação tranquila pelo fim da violência contra a
mulher, principalmente as residentes no campo, mas o protesto realizado
na tarde desta terça-feira, no Centro do Recife, terminou com o Palácio
da Justiça manchado de tinta vermelha. As participantes da Via
Campesina, que reúne movimentos socais do mundo inteiro, já no final do
dia, derramaram tinta nas escadarias do prédio público e carimbaram as
paredes da edificação com várias marcas de mãos. O ato, conforme a
organização da Comissão Pastoral da Terra (CPT), representou o sangue
dos assassinatos cometidos contra trabalhadores do campo que ficaram
impunes.
Aproximadamente 400 mulheres, da Região Metropolitana do Recife e das
zonas da Mata Sul e Norte, reuniram-se pela manhã e ocupação a sede do
Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde
realizaram uma assembleia. Em seguida, a passeata seguiu em massa pela
Cidade no início da tarde, com destino ao Palácio do Campo das
Princesas, onde uma comissão foi recebida pela Secretária Estadual da
Mulher, Cristina Buarque.
O derrame de tinta no Palácio da Justiça foi realizado logo após o
encontro com a secretária da Mulher, já no final da tarde. Sem nenhum
atrito com a Polícia Militar, as manifestantes concluíram o ato e
deixaram o local. À noite, a assessoria de Imprensa do Tribunal de
Justiça de Pernambuco (TJPE) revelou que a tinta utilizada para manchar a
edificação é lavável e que ninguém será acionado judicialmente pelo
protesto. O órgão considerou que não houve dano ao patrimônio púbico.
Funcionários do TJ realizaram a limpeza do prédio
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