Superprofessor Wilson e o calor humano na escola

Vinícius Bopprê
Porvir

“Boa tarde, professor, muito calor por aí?”, pergunto. “Calor demais, rapaz. Mas o calor é bom, principalmente o calor humano, que é o que a escola anda precisando. E muito”, responde o professor Wilson Falcão, ou SuperProfessor Wilson, educador da Escola de Referência Jornalista Trajano Chacon, no Recife, criador de um canal no YouTube – que leva seu apelido – com curtas-metragens criados em parceria com seus alunos. Nos vídeos, os estudantes discutem desde a morte do presidente Kennedy até o dia em que eles próprios não se prepararam para apresentar um trabalho em sala de aula.

Se “essa história toda de vídeo” é recente, a paixão de Falcão é de longa data. Quando criança, vivia numa cidade do agreste de Pernambuco, chamada Brejo da Madre de Deus, que fica a 190 km do Recife e tem, atualmente, cerca de 45 mil habitantes. Foi ali, no início da década de 1970, trabalhando como bilheteiro no cinema de seu pai, o Cinema Carlos Gomes, que “a coisa toda começou”. “Isso foi o que construiu minha vida, essa relação da infância com o encantamento do cinema. A vida de uma cidade inteira movimentada pelo cinema e pelos filmes que passavam na época”, conta o educador, que tem 50 anos e mais de 20 de escola pública.

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