Rebelião em unidade da Funase é controlada após a chegada do Batalhão de Choque

Henrique Ferreira e Geison Macedo, com informações de Lívia Mota, da Folha de Pernambuco


Internos do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, deram início a uma rebelião na tarde desta sexta-feira (25). Segundo a diretoria da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), não houve fuga e nem mortos na ocorrência - apenas alguns ficaram com ferimentos leves. O clima ficou tenso no local, normalizando por volta das 19h40, após a chegada do Batalhão de Choque da Polícia Militar, que foi acionado para conter o tumulto. O Corpo de Bombeiros também foi deslocado, uma vez que os internos atearam fogo nos colchões, espalhando uma grande quantidade fumaça.
De acordo com a Funase, a confusão começou no fim da tarde desta sexta-feira, quando dois adolescentes do módulo 1 quebraram uma grade que divide o espaço com outra ala, a do módulo 2. Ainda de acordo com a Fundação, os outros socioeducandos da ala aproveitaram para abrir o portão do módulo dois e queimar colchões no interior da unidade. Segundo informações, neste primeiro módulo, composto por 47 garotos, estariam detidos os jovens que cometeram atos infracionais referentes à estupro e também os que estão de castigo. Já no segundo abrigariam os internos de convivência harmônica. Os adolescentes da primeira ala teriam provocado o tumulto no intuito de resolver uma rixa.

Os oito agentes socieducativos que trabalham no local não conseguiram conter a rebelião e recuaram. Eles teriam escutado barulho de tiros e como estavam em um número desfavorecido decidiram não arriscar. Na semana passada, 16 agentes foram desligados do quadro de funcionários, o que deixou a unidade de Caruaru com apenas oito profissionais para atender 175 adolescentes, entre 12 e 18 anos. Segundo um agente, que preferiu não ser identificado, os internos teriam, então, se aproveitado da situação de vulnerabilidade para provocar o motim.
Em contato com o FolhaPE, a diretora de política de atendimento da Funase, Nadja Alencar, havia confirmado a informação de que não havia ocorrido fuga na unidade. “O tumulto foi iniciado na ala 1, onde os internos destruíram alguns bebedouros e atearam fogo em lençóis”, relatou. De acordo com ela, a rebelião foi controlada e alguns internos teriam ficado feridos.   Em nota, a Funase disse que os dois socioeducandos que começaram o motim serão encaminhados à delegacia e irão responder por danos ao patrimônio público. Uma sindicância será aberta para apurar os fatos.  A última rebelião, que aconteceu no dia 09 de fevereiro, deixou um saldo de dois internos mortos e diversos feridos.

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