OS”s(organizações Sociais) na saúde pública em Pernambuco
Ricardo Andrade
Um tema irá ganhar a agenda da sucessão estadual de 2014 em Pernambuco na questão da saúde: a participação das OS”s na gestão das unidades de saúde. A atual gestão terceirizou inclusive a gestão territorial, ou seja, fragmentou não somente a administração dos recursos públicos, mas a sua gestão. Veja o exemplo da cidade do Recife, onde a maioria dos hospitais e exames de alta complexidade estão concentrados em um único bairro, a Ilha do Leite. Do ponto de vista assistencial o que tem-se assistido é um verdadeiro leilão do trabalho médico, cada OS disputa a tapa os médicos, principalmente do PSF, então o que deveria ser uma política de vinculação do profissional acaba virando uma colcha de retalhos. É o mesmo modelo do setor privado da saúde.
É como se o SUS fosse um "plano de saúde público", que contrata serviços para prestarem assistência a seus clientes/usuários. O pior é em Pernambuco o governo praticamente entregou o sistema para um único grupo, que além de “cuidar” de grandes hospitais, é responsável pela administração de várias UPAS(Unidades de Pronto Atendimento), onde seu ex-presidente é o atual Secretário de Saúde. Patrimonialismo ou coincidência? Sem entrar em detalhes, o que é estranho é essa sinergia administrativa entre a secretaria de saúde e essa OS, tudo muito bem alinhavado. Algumas entidades médicas e do setor dos profissionais de saúde (Cremepe, Sindicatos etc) , bem como o Conselho Estadual de Saúde, tem discutido essa questão, mas com pouco ingerência no sistema, devido ao “rolo compressor” do governo de Eduardo Campos, tanto na Assembléia Legislativa quanto em outros setores, numa desproporcional correlação de forças.
É como se o SUS fosse um "plano de saúde público", que contrata serviços para prestarem assistência a seus clientes/usuários. O pior é em Pernambuco o governo praticamente entregou o sistema para um único grupo, que além de “cuidar” de grandes hospitais, é responsável pela administração de várias UPAS(Unidades de Pronto Atendimento), onde seu ex-presidente é o atual Secretário de Saúde. Patrimonialismo ou coincidência? Sem entrar em detalhes, o que é estranho é essa sinergia administrativa entre a secretaria de saúde e essa OS, tudo muito bem alinhavado. Algumas entidades médicas e do setor dos profissionais de saúde (Cremepe, Sindicatos etc) , bem como o Conselho Estadual de Saúde, tem discutido essa questão, mas com pouco ingerência no sistema, devido ao “rolo compressor” do governo de Eduardo Campos, tanto na Assembléia Legislativa quanto em outros setores, numa desproporcional correlação de forças.
Ricardo Andrade é Historiador e Mestre em Gestão de Políticas Públicas/Fundaj. Leciona na Faintvisa e na Fama.

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