Estratégia para fortalecer Campos já está delineada
Mariana Almeida_PE247 - O ex-ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), afirmou que o PSB e a Rede Sustentabilidade já estão delineando a estratégia para tornar o nome do governador de Pernambuco e presidenciável pelo PSB, Eduardo Campos, mais conhecido no País. Essa estratégia, que deverá ser cravada durante reunião da Executiva Nacional, no próximo dia 29, envolve uma maratona de encontros em diversas regiões do Brasil, com a presença de Campos, nos redutos onde é menos conhecido. Além disso, o governador é cotado para receber títulos de cidadão honorário em diversos estados brasileiros e estas janelas serão empregadas, também, para conversas com as lideranças locais visando à formação de alianças para fortalecer o palanque nacional.
De acordo com o ex-ministro, existe a possibilidade de Campos comparecer a uma série de encontros regionais que podem ser divididos por temas de discussão. O partido também pode promover uma série de 27 reuniões estaduais, cobrindo todo o território brasileiro, mas que terá a presença do presidenciável apenas nos redutos onde é menos conhecido - principalmente no Sul e no Sudeste do país. Segundo FBC, cerca de 47% da população do Sudeste não conhece o nome de Eduardo Campos, e a prioridade do partido é difundir o nome do presidenciável entre o eleitorado nacional.
Além disso, correligionários lutam para que Campos receba o título de cidadão honorário em diversos estados do Brasil. No Piauí, a honraria foi proposta pelo deputado Antônio Félix (PSD), e deverá acontecer no próximo dia 22. Campos também receberá o título de cidadão da capital piauiense, Teresina, este sugerido pelo vereador Thiago Vasconcelos (PSB). No Maranhão, o governador conta com o apoio do presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Flavio Dino (PCdoB). Dino é pré-candidato ao Governo do Maranhão e a tendência é de que deve ter o apoio de Campos para fazer oposição ao clã encabeçado pelo ex-presidente José Sarney, que há décadas comanda politicamente o Estado.
Em abril, o governador de Pernambuco recebeu a honraria da Bahia, com o apoio da senadora e presidente estadual do partido, Lídice da Mata (PSB-BA). Pré-colocada para o pleito estadual de 2014, a senadora tem o apoio de parte da legenda para concorrer ao Governo da Bahia, mas existe uma possibilidade de que o PSB venha a apoiar o atual vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), que também é um dos maiores nomes de oposição ao governador Jaques Wagner (PT).
Apesar das alianças buscadas por Campos e pelo PSB, o governador também já está amealhando alguns desafetos em sua intenção de chegar ao Planalto. Além dos irmãos Ferreira Gomes, que comandam a política no Ceará, o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) também se afastou do socialista. Após a aliança entre Campos e Marina, a ex-ministra deixou claro que Caiado não possuía espaço da aliança entre PSB e Rede, destituindo qualquer chance que o DEM e o PSB pudessem ter de firmar uma aliança, em Goiás. Caiado também tentava levar o DEM a apoiar o socialista em seu pleito presidencial. Com a negativa de Marina ao apoio do ruralista, caiado já declarou que qualquer linha de atuação nesta direção está fora de questão.
Para FBC, no entanto, Campos não deverá deixar o Palácio do Campo das Princesas em Janeiro de 2014, pois seria uma ação precipitada. "Não é do estilo dele", afirmou em entrevista à Rádio JC News, nesta sexta-feira (18). As viagens e os encontros pelo Brasil devem durar até março do próximo ano, para que o governador tenha tempo suficiente para se desincompatibilizar do governo pernambucano. De acordo com a constituição, ao se candidatar à Presidência da República, Campos tem até seis meses antes da eleição para deixar o cargo.

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