Criação de municípios novos é preocupante
Aline Moura
Diário de Pernambuco
A Comissão de Negócios Municipais da Assembleia Legislativa deve discutir, na próxima semana, como analisará a criação de novos municípios em Pernambuco - iniciativa permitida após a aprovação da matéria no Senado no último dia 16. A polêmica, no entanto, permanece acirrada, por envolver interesses sociais, políticos e econômicos. E um dado, nesse contexto, preocupa. Um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que os municípios já existentes em Pernambuco não resolveram os problemas de gestão fiscal - fator essencial para seus distritos sonharem com novos gritos de independência.
Há 33 projetos em tramitação no Legislativo para criar novas cidades, mas o levantamento diz que nenhum município no estado atingiu, até agora, excelência no tocante ao índice IFGF, que avalia pontos como ampliação de receita própria e investimentos, bem como redução de gastos com pessoal.
O estudo da Firjan tem o ano 2011 como base e revela que 93,7% das cidades pernambucanas alcançaram conceito D ou C na gestão fiscal, algo avaliado como muito crítico. De todos os municípios que podem ser divididos em virtude de emancipações, não há nenhum que tenha evoluído no tocante à geração de receita própria. O top 10 entre os mais graves nesse quesito são Buíque, Ipubi, Cumaru, Glória do Goitá, Panelas, Bodocó, Lagoa Grande, Carnaíba, Itaíba e Ouricuri.

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