Reencontro com a História

Ayrton Maciel
JC Online

Uma fuga cinematográfica. Quarenta e três anos depois de escapar do cerco do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) à sua residência, à Rua Conselheiro Nabuco, a 400 metros do Mercado de Casa Amarela, a socióloga Cristina Collier, 66, volta ao Recife para reencontrar a família de um delegado de polícia que a escondeu, em março de 1969. Por horas, a militante estudantil da Ação Popular (AP) – então com 23 anos – ficou em um quartinho de quintal. À noite, com um disfarce e em um fusquinha de um amigo da família, a prima do desaparecido político pernambucano Eduardo Collier Filho foi resgatada. “Eu sou Teresa Cristina Collier, nascida no Recife, filha de Pedro Collier, neta de Pierre Collier, engenheiro-fundador da Fábrica de Tecidos Camaragibe (que deu origem à cidade) e tenho 66 anos”, apresenta-se a coordenadora de logística da AP. Depois de quatro décadas, na França, Cristina reencontrou dona Isabel Desmoulin, 90 anos, e familiares que foram coadjuvantes e protetores da fuga da militante procurada pelo regime de 64.

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