O Século de Oscar Niemeyer

Istoé

"Sinto-me feliz com o reconhecimento de minha obra de arquiteto. Mas sinto menos orgulho do que uma convicção íntima de que me dediquei ao máximo à realização de uma arquitetura diferente, mais leve, capaz de provocar surpresa aos que a conhecem. E que procurei ser solidário aos amigos e à minha família, e manter uma coerência político-ideológica diante deste mundo marcado por contradições intoleráveis. A vida é mais importante do que a arquitetura. A vida, a mulher, a família, os amigos e este mundo injusto que devemos modificar."

O arquiteto Oscar Niemeyer sintetizou assim, em letras grandes, soltas por folhas de papel em branco sem linhas, seu pensamento numa entrevista à ISTOÉ – parte dela ao vivo, parte respondendo as perguntas à mão – em 2002. Essa reflexão, que pode ser vista hoje como uma revisão de sua própria história, resume o que era o “arquiteto do século”, título que chancela a genialidade de suas obras espalhadas pelo mundo. A tristeza, portanto, atravessa fronteiras. Niemeyer faleceu na quarta-feira 5 de dezembro, no Rio de Janeiro, aos 104 anos, às 21h55, após 34 dias internado no Hospital Samaritano, devido a uma infecção respiratória.

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