Em brinde no Alvorada, Dilma deseja aos aliados e a ministros um 2013 de ‘trabalho e realizações’
Na noite desta quarta-feira (19), Dilma Rousseff abriu as portas do Palácio da Alvorada para ministros e líderes de partidos que dão suporte ao seu governo no Congresso. Recebeu-os para uma confraternização de final de ano. Servindo-se de vinho nacional, ergueu um brinde e desejou a todos um 2013 de “muito trabalho e de realizações.”A presidente exibiu no coquetel noturno uma descontação que contrastou com a atmosfera de tensão que os parlamentares haviam respirado durante o dia. Ela foi especialmente afável com José Sarney (PMDB-AP), que deixará a presidência do Senado em fevereiro. Dirigiu-lhe efusivos agradecimentos pela “amizade” e pela “colaboração”.
Horas antes, numa reunião eletrificada pela polêmica dos royalties petrolíferos, Sarney tomara uma decisão que obrigará o governo da amiga a inaugurar o ano de 2013 sem Orçamento. Em reunião com as lideranças partidárias e com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), outro convidado de Dilma, Sarney adiou para fevereiro a votação do projeto da lei orçamentária.
Nessa reunião, concluiu-se que seria inviável votar os 3.060 vetos presidenciais que abarrotam as gavetas do Congresso, condição imposta pelo ministro Luiz Fux, do STF, para que o veto dos royalties pudesse ser apreciado. Junto com os vetos, protelou-se também a apreciação do Orçamento.
Com isso, o governo só poderá executar nos primeiros dois meses do ano as despesas inadiáveis previstas em lei. Enquadram-se nessa 66 rubricas. Entre elas os gastos com a folha dos servidores, as transferências constitucionais para Estados e municípios e os benefícios previdenciários. Os dispêndios com despesas correntes ficarão limitados 1/12 das verbas previstas no Orçamento não votado.
No curto pronunciamento que dirigiu às cerca de 40 pessoas presentes à confraternização -coisa de quatro minutos-, Dilma absteve-se de fazer referências aos dissabores. Preferiu agradecer o apoio que diz ter recebido dos partidos aliados. Risonha, permitiu-se brincar com os ministros: “Peço desculpas a todos pelas noites mal dormidas.” Iniciado por volta das 20h, o coquetel durou cerca de uma hora e meia.
Josias de Souza
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