A Diferença Entre Aécio e Eduardo


A sucessão presidencial de 2014 continua na pauta da imprensa, por mais que os partidos evitem discuti-la. Ela foi tema de uma entrevista que o governador Eduardo Campos deu ontem em SP num seminário promovido pelo jornal “Valor” e de outra do ex-presidente Fernando Henrique num seminário de prefeitos do PSDB, em Brasília. O governador de Pernambuco não quer discutir este assunto, agora. E FHC lançou Aécio Neves como candidato do PSDB à sucessão de Dilma.
O responsável por essa pressa não são os partidos e sim a crise econômica que está se agravando no país. Se a economia estivesse bem e os estados e municípios sem crise fiscal, ninguém queria saber de eleição presidencial. Mas como a economia não está crescendo e o fantasma do desemprego começa a rondar os lares do Brasil, antecipa-se o debate que só deveria ocorrer em 2014. Foi de olho neste cenário, aparentemente sombrio, que FHC aconselhou Aécio Neves a lançar-se candidato.


O neto de Tancredo Neves é tão ou mais cauteloso que o neto de Miguel Arraes, por isso se recusa a assumir em público que já seja candidato a presidente. “Eu vou cumprir o meu papel, qualquer que seja ele, só não vou antecipar este debate”, declarou. A diferença entre ele e Eduardo Campos situa-se no campo das ideias. Enquanto a candidatura do governador de Pernambuco é defendida hoje pela grande mídia e parte do empresariado nacional, só quem quer Aécio é uma parte do PSDB.

O alivio - Técnicos da Secretaria da Fazenda fecharam em 6% as previsões de crescimento do ICMS para este ano de 2012. É um terço do índice de crescimento de 2011 (18%) quando a economia brasileira não ia tão mal. Mas em período de vacas magras, os 6% foram um alívio.


O desinteresse - Eve­rardo Maciel (ex-secretário da Receita) disse em entrevista à TV Senado que a União se desinteressou pe­las questões federativas. Atirou os estados numa “guerra fiscal” e se nega a encabeçar um movimento de âmbito nacional em prol de uma reforma tributária.



Sem cabelo - Desde que iniciou o tratamento contra um câncer, Sérgio Guerra (PSDB) ainda não tinha aparecido em público com a cabeça pelada. A primeira aparição ocorreu ontem, no Hotel San Marco, em Brasília, onde o PSDB promoveu um seminário para os prefeitos eleitos em outubro último. Poucos de Pernambuco compareceram porque não houve mobilização.



As palmas - Assim que se anunciou a derrota de Júlio Cavalcanti (PTB) para Marcantônio Dourado (PTB) na disputa pela 1ª vice-presidência da Assembleia Legislativa, o deputado Ângelo Ferreira (PSB) puxou as palmas. Ele ainda está muito magoado porque o irmão de Júlio, Zeca (PTB), prefeito de Arcoverde, ajudou a derrotar sua mulher, Cleide, na eleição de Sertânia.



Vitalidade 1 - Ariano Suassuna estará hoje em Minas para proferir uma “aula espetáculo”. Ele é militante do PSB e não perde eventos do partido, salvo se por motivo de força maior. E tanto faz dar sua famosa “aula” em SP como em Qui­xaba (PE), que tem a melhor escola pública do país.



Vitalidade 2 - Também na casa dos 80, FHC tem pregado muito a renovação do PSDB. Lançou a candidatura de Aécio Neves, ontem, à sucessão de Dilma Rousseff, embora achando que, além dele, a oposição poderá lançar mais dois candidatos: Eduardo Campos e Marina Silva (ex-PV).



A meritocracia - Antes da viagem a Cuba para participar de uma conferência internacional sobre saúde pública, o prefeito eleito Geraldo Júlio (PSB) reuniu-se com técnicos de diversas áreas para debater desde a mobilidade nas calçadas até a possível criação de uma Secretaria de Segurança Cidadã. Ele deixou muito claro que o critério que vai utilizar é o da “meritocracia”.



A visita - Na próxima 5ª feira o governador Eduardo Campos irá a Araripina a fim de anunciar ações de governo para o combate à seca na região. Será a primeira visita dele ao município depois que o parente e amigo Alexandre Arraes (PSB) venceu a eleição para prefeito contra Socorro Pimentel (PSL).



À queda - Pelas previsões de Inocêncio Oliveira (PR), o veto de Dilma Rous­seff ao artigo da lei que prevê uma nova forma de cálculo dos royalties do petróleo, em favor de todos os estados e municípios, será derrubado na Câmara Federal. Contra, disse ele, só ficarão as bancadas de SP, RJ e ES. E olhe lá.

Inaldo Sampaio
Folha-PE

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