Fliporto Termina com Público Elevado em Olinda

Hugo Viana
Folha-PE
 
A oitava edição da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) terminou ontem, na Praça do Carmo, com um dia cheio de atrações e novidades, e público elevado. O curador do evento, o advogado e escritor Antônio Cam­­­pos, anunciou o tema do próximo ano: “A Literatura é um jogo”. Segundo Campos, a proposta é enfatizar a ligação entre o universo literário e os esportes - especialmente o futebol. Mais novidades serão divulgadas em março do ano que vem.

A programação do dia trouxe autores importantes no mercado nacional e internacional. Um dos destaques foi o inglês Barry Miles, reconhecido como biógrafo de ícones do movimento de contracultura, como Allen Ginsberg, Charles Bukowski e Jack Kerouac. Miles falou sobre seu envolvimento com os artistas, especialmente Kerouac (foi lançada, no mês passado, no Brasil, a biografia do escritor). Nelson Rodrigues, que foi homenageado nesta edição, foi tema de duas mesas: “As mulheres (d)e Nelson Rodrigues” e “Nelson Rodrigues em cena”.
Entre os convidados nacionais, uma das mesas mais aguardadas era “Literatura e convulsão”, de João Gilberto Noll. Segundo o texto de apresentação, escrito por Noll, a conversa deveria ser uma espécie de performance, que iria revelar mais sobre o protagonista de seus livros. “Esta minha leitura é para mostrar in loco este homem que é a voz da minha escrita que não sabe onde vai dar”, definia o autor gaúcho.

No entanto, no palco, a apresentação não foi a esperada. Noll começou avisando que iria ler três textos de sua autoria, de obras diferentes. Quando começou a narrar, sem explicação aparente, a voz do escritor mudou de tom, assumindo uma entonação arrastada, carregada de tédio.


Durante qua­­­se uma hora, o autor se restringiu à leitura. Quando terminava os trechos, a ten­­da, erguida na Pra­­ça do Carmo, que começou com pouca gente, ficava cada vez mais vazia. Quando encerrou o último, poucas pessoas acompanharam o ato final: Noll agradeceu ao público e foi embora (a proposta da mesa era uma conversa).


ARIANO

Encerrando a Fliporto aconteceu uma aula-espetáculo de Ariano Suassuna, que, assim como a abertura, com Maria Bethânia, teve ingressos esgotados. Diferente da apresentação de Noll, muitas pessoas acompanharam a inteligente argumentação de Ariano. Do lado de fora, foi instalado telão para atender à demanda.


A oitava edição da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) terminou ontem, na Praça do Carmo, com um dia cheio de atrações e novidades, e público elevado. O curador do evento, o advogado e escritor Antônio Cam­­­pos, anunciou o tema do próximo ano: “A Literatura é um jogo”. Segundo Campos, a proposta é enfatizar a ligação entre o universo literário e os esportes - especialmente o futebol. Mais novidades serão divulgadas em março do ano que vem.

A programação do dia trouxe autores importantes no mercado nacional e internacional. Um dos destaques foi o inglês Barry Miles, reconhecido como biógrafo de ícones do movimento de contracultura, como Allen Ginsberg, Charles Bukowski e Jack Kerouac. Miles falou sobre seu envolvimento com os artistas, especialmente Kerouac (foi lançada, no mês passado, no Brasil, a biografia do escritor). Nelson Rodrigues, que foi homenageado nesta edição, foi tema de duas mesas: “As mulheres (d)e Nelson Rodrigues” e “Nelson Rodrigues em cena”.


Entre os convidados nacionais, uma das mesas mais aguardadas era “Literatura e convulsão”, de João Gilberto Noll. Segundo o texto de apresentação, escrito por Noll, a conversa deveria ser uma espécie de performance, que iria revelar mais sobre o protagonista de seus livros. “Esta minha leitura é para mostrar in loco este homem que é a voz da minha escrita que não sabe onde vai dar”, definia o autor gaúcho.


No entanto, no palco, a apresentação não foi a esperada. Noll começou avisando que iria ler três textos de sua autoria, de obras diferentes. Quando começou a narrar, sem explicação aparente, a voz do escritor mudou de tom, assumindo uma entonação arrastada, carregada de tédio.


Durante qua­­­se uma hora, o autor se restringiu à leitura. Quando terminava os trechos, a ten­­da, erguida na Pra­­ça do Carmo, que começou com pouca gente, ficava cada vez mais vazia. Quando encerrou o último, poucas pessoas acompanharam o ato final: Noll agradeceu ao público e foi embora (a proposta da mesa era uma conversa).


ARIANO

Encerrando a Fliporto aconteceu uma aula-espetáculo de Ariano Suassuna, que, assim como a abertura, com Maria Bethânia, teve ingressos esgotados. Diferente da apresentação de Noll, muitas pessoas acompanharam a inteligente argumentação de Ariano. Do lado de fora, foi instalado telão para atender à demanda.

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