Falta Um “Lula” na Greve de Suape
Está marcada para depois de amanhã uma nova assembleia dos trabalhadores da refinaria de Suape. A reivindicação deles é absolutamente justa: que seja pago o mesmo salário a quem desempenha a mesma função, mesmo que sejam vinculados a empresas diferentes. Do jeito que está eles não aceitam mais. Um marceneiro de determina empresa que presta serviço a Petrobrás ter um salário de R$ 900,00, por exemplo, e outro de uma empresa igualmente terceirizada ganhar o dobro disso.
A greve foi declarada ilegal pela Justiça do Trabalho porque o Sindicato não cumpriu as formalidades que a lei exige para esse tipo de paralisação, mas o maior problema não é este. Num canteiro de obras em que trabalham aproximadamente 50 mil operários, a maioria dos quais longe da família, o que esperar dessas pessoas senão a radicalização? É isso o que poderá ocorrer na próxima segunda quando eles irão reunir-se em assembleia para decidir os rumos do movimento.
Quando presidia o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, na década de 70, Luiz Inácio Lula da Silva sabia controlar a “peãozada”. Ela o obedecia cegamente, fosse para radicalizar uma greve ou então encerrá-la no momento certo. O caso de Suape é diferente. Falta um líder para comandar a greve e com autoridade moral suficiente para dizer aos trabalhadores se é hora ou não de descruzar os braços. Num cenário assim, convenhamos, chamar aquilo de “barril de pólvora” é pouco.A greve foi declarada ilegal pela Justiça do Trabalho porque o Sindicato não cumpriu as formalidades que a lei exige para esse tipo de paralisação, mas o maior problema não é este. Num canteiro de obras em que trabalham aproximadamente 50 mil operários, a maioria dos quais longe da família, o que esperar dessas pessoas senão a radicalização? É isso o que poderá ocorrer na próxima segunda quando eles irão reunir-se em assembleia para decidir os rumos do movimento.
A pressa – Já estão circulando veículos pelas ruas de Brasília portando adesivos com a seguinte inscrição: “Joaquim Barbosa 2014”. Trata-se do ministro relator do processo do mensalão, que ganhou notoriedade nacional por ter condenado José Dirceu a mais de 20 anos de cadeia.
A costura – Devagarinho, para não assustar os concorrentes da base governista, o secretário Ranilson Ramos (agricultura) já tem o apoio de 10 prefeitos para tentar voltar à Assembleia Legislativa a partir de 2014. O projeto de ir para a Câmara Federal foi adiado para 2018.
A disputa – Mal foram contados os votos da eleição municipal, o PSB está com dois candidatos no Pajeú à Assembleia Legislativa: Ângelo Ferreira, que já é deputado, e Anchieta Patriota que está terminando o 2º mandato como prefeito de Carnaíba. O bom senso manda dizer, todavia, que não há espaço para ambos na mesma região. Se saírem os dois, serão duas derrotas certas.
A maioria – Só 8dos 15 vereadores de Serra Talhada foram eleitos na coligação do futuro prefeito Luciano Duque (PT). Masele não terá dificuldade para aprovar os seus projetos porque os dois do PTB vão aderir ao novo governo. O placar em favor do prefeito está agora em 10 x 5, com chance de subir para 11x 4 se um vereador ligado a Inocêncio Oliveira (PR) também aderir.
O poeta – Com a aposentadoria do ministro Carlos Ayres Britto a partir da próxima segunda-feira, o Supremo Tribunal Federal ficará menos arejado. O ministro, que é sergipano de Propriá, tem uma veia poética aguçada e já marcou para 2013 o lançamento de seu novo livro de poesias.
As tarefas – Antes de viajar de férias para a Itália, Eduardo Campos deu algumas “tarefas” ao vice-governador João Lyra (PDT), na área de monitoramento, que ele está cumprindo à risca. Não teve compromissos externos terça e 4ª desta semana porque estava pegado no serviço.
A preguiça – É por essa e outras que dificilmente Aécio Neves (PSDB-MG) será presidente da República. Ele era convidado de honra para o casamento de Joesley Batista (dono do Friboi) com a jornalista e apresentadora do Jornal da Band, Ticiana Villas Boas, estava em SP no dia do casóriomas não atendeu ao pedido do líder Bruno Araújo (PSDB-PE) para ir abraçar os noivos.
A crítica – Pernambucano do Recife e professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), o sociólogo Chico de Oliveira tornou-se crítico do senador Aécio Neves por achar que ele “não diz nada que se aproveite”. Aécio poderia usar a tribuna do Senado para comandar a oposição no país, mas é acomodado.
O ciclo – Nesses dias de realização doFliporto, até o poeta Ferreira Gullar entrou no debate sobre a sucessão de 2014. Ele acha que mesmo Dilma sendo reeleita em 2014, o ciclo da geração de 64 estará encerrado. E que a vez é de Eduardo Campos, Aécio Neves, Sérgio Cabral e Eduardo Paes (PMDB).
Inaldo Sampaio

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