Cláudio Assis Exibe Febre do Rato no Parque das Esculturas Neste Sábado (24)


Foto tirada por um dos pescadores da oficina.


Beatriz Braga
JC Online
Quem foi que disse que poesia não embriaga? Pergunta Zizo (Irandhir Santos), protagonista de A febre do rato, mas poderia ser o diretor Cláudio Assis falando. Poderiam ser milhares de recifenses que sabem o cheiro que o Recife tem. Sentem e enxergam, mas a amam incondicionalmente. Recife é amante dos poetas. O filme, “um beijo preto em branco na cidade”, como define o cineasta, é a cidade se autoconhecendo de baixo para cima, do Rio para os arranha-céus, na voz de um poeta que contra os gargalos urbanos grita a solução: “Tome poesia!”.  Neste sábado (24) – dia do aniversário do Capibaribe –, o terceiro longa do diretor ganha uma projeção emblemática, no Parque das Esculturas de Brennand, entre o rio e o mar. O evento, batizado de Vida ao Rio das Capivaras!, é gratuito e começa às 20h30. Para quem não for de carro, o catamarã fará o traslado do Marco Zero para o local.

Depois da sessão, o pianista Vitor Araújo, que integrou o elenco do filme, faz show. Durante a apresentação, serão projetadas fotografias produzidas por pescadores que vivem à margem do rio, em oficina promovida pela ONG Recapibaribe. 
Cláudio, com toda sua postura “ame ou deixe-me”, é um inegável apaixonado pelos terrenos sórdidos, pelo amor coletivo, pela política misturada à poesia pura e carnal. “Esse povo que está ali atrás, que a gente não respeita, são eles que fazem a vida acontecer”, diz em reverência aos principais convidados e protagonistas da noite, os que vivem o rio. “Eu me eternizo no meu conceito de respeito pela cidade, pelo rio, pelo ser humano”, reflete.
E serão imortais Zizo, Canibal (Amarelo manga, 2002), Auxiliadora (Baixio das bestas, 2006) e por aí vai. Periféricos, plurais, ardentes e apaixonantes.
Vestido com uma camisa que estampa Ousadia não se compra na esquina, o diretor reitera que o evento é um convite irrestrito a todos os interessados no tema, um convite a inquietar-se. “Os afoitos se completam”, diria Zizo.

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