Vereadores Acusados de Peculato e Formação de Quadrilha são Reprovados nas Urnas
Diário de Pernambuco
As urnas foram impiedosas com cinco dos seis vereadores de Ipojuca que,
apesar das acusações de peculato e formação de quadrilha, tentavam a
reeleição. Deles, apenas Júnior Alves (PSL) conseguiu o "aval" da
população para permanecer no cargo. Ficaram pelo caminho Odimeres da
Silva (Nem Batatinha, PDT), Paulo Lins (PDT), Fernando de Oliveira
(PSL), Valter Pimentel (PMDB) e Carlos Guedes Monteiro (PMDB). Todos
chegaram a ser afastados pela Justiça em maio deste ano, mas conseguiram
retomar o mandato.
Os vereadores são acusados de apropriação dos cartões de salários dos servidores do Legislativo. De acordo com a denúncia formulada pelo então promotor da cidade, Roberto Bradley, eles ficavam com 80% do que era recebido pelos auxiliares. O caso veio à tona em 2007, quando o vereador Júnior Alves foi preso em Fortaleza (CE) sacando dinheiro em um caixa eletrônico com 35 cartões pertencentes a servidores da Casa. Na época, ele alegou que os cartões estavam em seu poder porque atuava como agiota na Câmara.
O caso chamou a
atenção do Ministério Público, que indiciou todos os vereadores do
município. Os efeitos da ação, no entanto, só vieram ocorrer neste ano,
quando a juíza da Vara Criminal de Ipojuca, Andréa Calado, decidiu
afastar os seis suspeitos. Em sua denúncia, o MPPE pedia também a prisão
dos suspeitos, por causa de supostas ameaças a testemunhas, mas a
magistrada não achou necessário. Os vereadores são acusados de apropriação dos cartões de salários dos servidores do Legislativo. De acordo com a denúncia formulada pelo então promotor da cidade, Roberto Bradley, eles ficavam com 80% do que era recebido pelos auxiliares. O caso veio à tona em 2007, quando o vereador Júnior Alves foi preso em Fortaleza (CE) sacando dinheiro em um caixa eletrônico com 35 cartões pertencentes a servidores da Casa. Na época, ele alegou que os cartões estavam em seu poder porque atuava como agiota na Câmara.
Os vereadores são suspeitos, também, de terem utilizado os cartões de crédito dos servidores para fazer empréstimos consignados.

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