Relação de Amor e Conflito Entre Pai e Filho é o Fio Condutor do Filme Sobre os Gonzaga


A produção que retrata a relação de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha custou R$ 12 milhões e foi rodada em Pernambuco e no Rio de Janeiro
Mariana Dantas
NE10

Em uma sala com pouca luz, sozinho e com o cigarro aceso, ele aperta o play do velho gravador. Com olhar triste e sem rumo, a eterna magreza que o acompanhou desde a infância, a barba deixada propositalmente por fazer, ele ouve as confissões do seu pai, um nordestino de voz grave e sotaque arrastado, a quem amou desde criança, mas só conseguiu entendê-lo nos últimos anos da sua vida. A primeira cena do longa "Gonzaga, de pai para filho", que estreia nesta sexta-feira (26) nos cinemas, pode ser facilmente confundida por uma imagem de arquivo, devido a grande semelhança e talento do ator que interpreta Gonzaguinha (Júlio Andrade), e não menos brilhante imitação da voz do Rei do Baião Luiz Gonzaga (que na verdade é do ator pernambucano Adélio Lima). 

Mas da cena acima relatada, a "única verdade" é o conteúdo da gravação - reproduzido das fitas originais que guardaram para a história as longas conversas entre pai e filho. E foi com base nessas fitas e no livro "Gonzaguinha e Gonzagão", escrito pela jornalista Regina Echeverria e publicado em 2006, que o diretor de cinema Breno Silveira e a roteirista Patrícia Andrade decidiram levar para o cinema a história de dois personagens da cultura popular brasileira que, apesar de pai e filho, eram opostos em personalidade e postura política.




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