PT e PMDB Ainda Mais Unidos
G1
O vice-presidente Michel Temer desembarca nesta terça (9) em São
Paulo para, ao lado de Gabriel Chalita, declarar o apoio do PMDB ao
candidato do PT à prefeitura, Fernando Haddad.
Este será o primeiro exemplo da união entre PT e PMDB que deve ser
fortalecida a partir de agora, conforme acerto feito na manhã desta
segunda (8) entre a presidente Dilma Rousseff e Temer.
Na conversa, ficou acertado que, onde houver candidato do PT em
disputa no segundo turno, o PMDB estará no mesmo palanque. E vale o
contrário também: onde o PMDB estiver, o PT vai procurar retribuir o
apoio que estará recebendo em São Paulo.
O PT disputa o segundo turno em seis capitais (São Paulo, Salvador,
João Pessoa, Rio Branco, Fortaleza e Cuiabá) e o PMDB em duas (Campo
Grande e Florianópolis).
Uma exceção é Salvador, onde o PT está no segundo turno, mas a
principal liderança do PMDB é o ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB),
que já foi aliado do PT na Bahia, mas agora faz oposição ao governo
local.
“O Geddel vai ser procurado para esta conversa, mas será de maneira
cuidados e respeitosa. E ele é quem vai decidir o caminho a seguir”,
disse uma liderança do PMDB.
A necessidade de aproximação entre o PT e o PMDB foi detectada pelas
lideranças dos dois partidos e, logo na manhã de hoje, a presidente
Dilma Rousseff entrou em campo, numa conversa com Temer.
O PT precisa de aliados para enfrentar o PSDB em São Paulo; e o PMDB
precisa assegurar seu espaço no governo federal e numa futura chapa para
a reeleição de Dilma Rousseff.
Os dois vêem ameaça em Eduardo Campos (PSB), governador de
Pernambuco, cujo partido obteve bom desempenho nas eleições de ontem
(com as vitórias em Recife e também em Belo Horizonte, compartilhada com
Aécio Neves).
Dilma vê em Eduardo Campos um potencial adversário para 2014; e o
PMDB avalia que, se Eduardo Campos não sair candidato agora, vai querer a
vaga que hoje é de Michel Temer como vice de Dilma.
Até aqui, a aliança dos dois partidos interessava muito mais ao PMDB,
que está sempre no papel de coadjuvante e, ainda assim, corria riscos.
Agora, é também de interesse do PT.
No encontro de hoje no Planalto, Dilma e Temer somaram o desempenho
dos dois partidos na eleição municipal e concluíram que, juntos, os dois
partidos governarão 1,7 mil cidades e obtiveram quase 35 milhões de
votos. Uma força admirável.

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