Mais um Ciclista Morre Atropelado
DIEGO MENDES E RODRIGO PASSOS
Folha-PE
Mais um ciclista foi morto por atropelamento no Recife. Por volta das
23h do último domingo, Rawlian Gadelha, de 24 anos, estava voltando para
casa na sua bicicleta quando foi atingido por um ônibus que fazia a
linha Vasco da Gama/João de Barros, da empresa Globo, de placa PEJ-2944.
O acidente aconteceu na avenida João de Barros, no cruzamento com a rua
Augusto Batista, no Espinheiro, Zona Norte do Recife. No último mês,
dois atropelamentos de ciclistas geraram atos de protesto de movimentos
conhecidos como bicicletada. Em frente ao Forte do Brum, no Centro do
Recife, está instalada a “Ghost Bike”, bicicleta pintada de branco, que
marca o local de um dos acidentes.
A vítima desta vez trabalhava na Habib’s, localizada na avenida Rosa e
Silva, e estava indo para casa, no bairro de Casa Amarela. Várias
testemunhas presenciaram o acidente e, de acordo com elas, o coletivo
passou por cima do rapaz, que morreu ainda no local. “O ônibus saiu de
uma curva já em cima do rapaz. E passou com tudo por cima dele. Foi tudo
muito rápido”, explicou uma testemunha, que preferiu não ser
identificada. Segundo alguns comerciantes do local, com determinada
frequência acidentes de carro acontecem, mas não com vítimas. “Com
vítimas eu nunca vi, somente envolvendo carros e motos”, revelou Sérgio
da Silva, de 63 anos.
Depois do acidente, o corpo de Rawlian foi encaminhado para o Instituto Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro. Na manhã de ontem, alguns familiares da vítima estiveram no local para realizar o reconhecimento do corpo. Todos estavam muito abalados e, segundo o tio da vítima, o segurança, Maurício da Silva, de 45 anos, há pouco tempo seu sobrinho havia comprado a bicicleta. Até então, seu principal meio de transporte era o ônibus. “Ele nunca tinha sofrido nenhum acidente porque sempre andava com muita prudência. Acredito que ele tenha sido vítima da falta de respeito que vemos nas ruas, por parte de quem está em veículos maiores”, desabafou. Com a colisão, a bicicleta de Rawlan partiu-se ao meio. O inquérito desse caso, segundo a assessoria de Imprensa da Polícia Civil, ainda não foi entregue à Delegacia do Espinheiro. No entanto, quando isso ocorrer, a investigação deverá ser repassada para a Delegacia de Delitos de Trânsito, segundo a polícia.
CAIS DO APOLO
A investigação sobre o atropelamento que matou a policial militar Liliane da Silva Pereira Leite, no último dia 30 de setembro, no Cais do Apolo, Recife, deve ser concluída até o final deste mês.
De acordo com a titular da Delegacia da Rio Branco, Fátima Câmara, faltam chegar o laudo tanatoscópico e o exame que servirá para comprovar que o motorista que causou o acidente estava passando mal, no momento da colisão. “Esses laudos demoram de 15 a 20 dias para ficarem prontos”, disse. A polícia ainda vai ouvir agentes da CTTU e PMs do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) que atenderam aquela ocorrência. Esses depoimentos devem ocorrer na próxima quinta-feira ou após o feriado, na próxima segunda-feira. Até o momento, Fátima Câmara acredita que irá indiciar José Ricardo Dias da Silva, o condutor, por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

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