Haddad Conquista o Apoio de 20 Entidades Evangélicas


Agência Globo

Em mais um capítulo da disputa pelo voto religioso, o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, recebeu nesta segunda-feira o apoio de pastores evangélicos e, segundo lideranças religiosas, comprometeu-se a dar celeridade a processos de regularização de templos evangélicos. O ato político, organizado pela coordenação de campanha eleitoral, teve como objetivo fazer frente aos ataques que o candidato do PT vem recebendo de lideranças evangélicas, como o pastor Silas Malafaia, crítico do kit anti-homofobia, elaborado no período em que o petista era ministro da Educação.

Em defesa de Haddad, as lideranças evangélicas presentes ao ato de apoio pregaram o estado laico, mas ressaltaram que orientariam seus filhos a não lerem a cartilha desenvolvida pelo governo federal, barrada após críticas da bancada evangélica no Congresso Nacional. No primeiro turno, quando possuía o apoio de apenas uma pequena parcela do segmento evangélico, o candidato do PT criticou o que chamou de “partidarização das religiões”, numa referência à relação do candidato do PRB, Celso Russomanno, com a Igreja Universal do Reino de Deus.


"Nós estamos dando apoio ao candidato e ao PT. A questão do kit (é diferente). Se algum kit chegar na minha casa, eu vou orientar o meu filho a não usar, a não ler, conforme a luz da palavra de Deus", afirmou o pastor Renato Galdino, da Igreja Assembleia de Deus em Santo Amaro, que apoiou o candidato do PRB no primeiro turno.

Em manifesto, os representantes religiosos pediram também o comprometimento do candidato com a ampliação de parcerias sociais entre a prefeitura e instituições religiosas. Ao todo, vinte entidades evangélicas anunciaram apoio a Haddad, entre elas a Igreja Paz e Vida, a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil e a Convenção das Igrejas Pentecostais de São Paulo.

O pastor da Igreja Assembleia de Deus em Santo Amaro afirmou que mobiliza 353 líderes religiosos para conseguir votos para o candidato do PT na última semana de campanha eleitoral. Segundo ele, os membros da igreja, que reúne 500 pastores e 82 mil fiéis, realizarão corpo a corpo e distribuirão material de campanha de Fernando Haddad.

"É um gesto importante que sinaliza que as igrejas não querem ser instrumentalizadas, querem o respeito do poder público", disse Haddad.

Nesta segunda-feira, o candidato do PSDB, José Serra, sugeriu que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pauta seus discursos nos palanques do PT pelo oportunismo eleitoral. O tucano disse que “dependendo do lugar”, o líder petista “diz uma coisa”. No domingo, Lula atacou a “novidade” em comício do PT em Diadema, num contraponto à defesa do “novo” que faz em São Paulo.

"Em Diadema, ele sublinhou a importância que é a experiência e o currículo. Só que ele não faz o mesmo em São Paulo, porque me favorece. Dependendo do lugar, ele diz uma coisa", afirmou.

O candidato do PT saiu em defesa do líder petista:

"Em Diadema, diferente de São Paulo, a administração é bem avaliada", disse.

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