Antonio Nóbrega Pede Mais Ousadia para Carnaval do Recife
AD Luna
JC Online
Antes de ser convidado por Ariano Suassuna para integrar, em 1971, o Quinteto Armorial, o então garoto Antonio Carlos Nóbrega não tinha qualquer familiaridade com a cultura popular. Sua formação era estritamente acadêmica. Depois desse novo universo apresentado pelo mestre, sua visão de mundo se ampliou e, hoje, ele é um dos mais aclamados multiartistas do País, celebrado justamente por unir o popular ao erudito. Para alegria de seus admiradores, o próximo ano está com cara de que vai ser bastante auspicioso para o ator, dançarino, cantor e compositor. Estão em pauta para 2013, o lançamento de sua companhia de dança com a esposa Rosane Almeida, exposição e longa-metragem dedicados ao seu trabalho.
O cineasta – que no filme Febre do rato, dirigido por Claudio Assis cuidou da direção de fotografia – não economiza palavras para elogiar Antonio Nóbrega. “Ele é uma linha que nasce no arcabouço da cultura popular e perpassa numa síntese o pensamento brasileiro através de sua arte. De Jacob do Bandolim a Villa-Lobos, de Bispo do Rosário a Garrincha, de Mario de Andrade a Ernesto Nazareth, de Ariano Suassuna a Guimarães Rosa, do frevo ao erudito, do choro ao baião, Antonio une-se aos brasileiros que pensam o Brasil das origens ao contemporâneo”, exalta.
No momento, Walter está na fase de montagem de Brincante, que tem produção da Gullane Filmes e apoio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), Lei Rouanet, Petrobras e Avon. “Levei a ideia do projeto para os irmãos Caio e Fabiano Gullane, que a abraçaram. Ele deve ser lançado no segundo semestre de 2013”, adianta.
CARNAVAL
Presença constante no Carnaval do Recife, Antonio Nóbrega não participou da festa este ano. “Eu não estava me sentindo muito confortável com minhas apresentações. Queria fazer algo diferente. Por isso propus (à Prefeitura) algo mais amplo, em formato de espetáculo e construído numa dimensão além da musical. Mas, eles não aceitaram”, revela.
Nóbrega sugere uma revisão no atual formato da festa momesca recifense. “Sinto falta de coisas novas no Carnaval, ele está um pouco repetitivo. Deveria haver mais ousadia e coragem. Se não tomarmos cuidado, o Carnaval acaba sendo refém de si mesmo”, alerta.

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