Alho Auxilia no Combate de Doenças e Infecções

Thulio Falcão
Folha-PE

O gosto não é um dos mais agradáveis. Mas, o que pouco se sabe é que o alho é um alimento que ajuda na prevenção a inúmeras doenças e infecções. Utilizado desde a Antiguidade, os efeitos benéficos do bulbilho continuam sendo estudados até hoje para analisá-los em meio ao uso prolongado. Em nosso cotidiano, apenas o consumo de um dente grande - que contém nutrientes como proteína, lipídios, carboidrato, fibra, cálcio, fósforo, sódio, magnésio, potássio e vitamina B6 - por dia já é o suficiente para obter resultados efetivos. 

“O alho é um potente alimento funcional. É anti-inflamatório, previne o câncer, combate radicais livres e micro-organismos como a cândida, por exemplo”, explica a nutricionista Joyce Moraes. 

Não só isso, de acordo com o Instituto de Pesquisa do Câncer dos Estados Unidos, homens com uma dieta que inclui a raiz, têm a chance de contrair câncer de próstata reduzida em 50%. Nas mulheres, o alimento combate também o câncer de mama. “Previne a doença devido ao seu alto teor de antioxidantes. Essas moléculas combatem os radicais livres, substâncias envolvidas no processo de oncogênese”, complementa Joyce.

Mas, para essas funcionalidades, o alho deve ser consumido cru. “Ele deve ser amassado para liberar seus compostos bioativo”, ressalta Joyce Moraes. Por conta do odor forte do bulbilho - fornecido pela substância denominada compostos organosulfurados - a dica é misturar com outros alimentos. “Se a pessoa gostar do sabor na comida, pode refogá-la com alho e depois acrescentar o dente cru”, acrescenta. 

E a opção, para quem não gosta do gosto, é consumir na forma de capsúlas, óleo, e ainda por marinação - alho deve ser picado, amassado e marinado com óleo natural durante um dia inteiro - ou por destilação a vapor. Além de conter vitaminas A1, B2, B6 e C, contém aminoácidos, adenosina, enzimas, sais mineirais - ferro, selênio, silício, iodo -, alicina, ajoeno, entre outros compostos. 

O odor do alimento é quase inexistente. Outra alternativa é substituir a erva por cebola ou vegetais verde-escuros, como brócolis e couve. “A pessoa pode consumir uma cebola por dia. Já os vegetais verde-escuros devem ser consumidos em duas porções médias diárias”, ressalta Joyce.

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