Proncon-PE Prepara Nova Ação Contra Operadoras

Leonardo Lucena_PE247 - Na esteira dos problemas enfrentados pelos clientes da operadores de telefonia celular no Estado, o Procon-PE promete adotar medidas importantes para reverter o caótico quadro do setor em Pernambuco. Segundo o coordenador geral do órgão fiscalizador, José Rangel, três livros-atas foram distribuídos pelo Estado, sendo um na Região Metropolitana do Recife (RMR), outro no Agreste e outro no Sertão pernambucano, com o objetivo de compilar as assinaturas de assinantes do serviço que não tinham como explicitar a insatisfação com a qualidade da rede e a não conclusão das chamadas telefônicas.

O dirigente explicou que em cada livro, o cidadão assina seu nome, registra o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e explicita a queixa. “Após colhermos cerca de 10 mil assinaturas, vamos formar uma espécie de comitê para decidir pela punição ou não de uma ou mais operadoras”, disse Rangel. “Quero deixar claro que outras operadoras podem ser punidas e a TIM (única proibida de realizar novas vendas pela Anatel no Estado) pode sofrer nova sanção”, acrescentou Rangel.

Segundo levantamento do Procon-PE, a Claro é a líder no ranking de reclamações de janeiro até agora, com 1.375 queixas registradas pelo órgao. Em seguida, vem a OI (741), a TIM (490) e a Vivo (194). “Não é apenas o número de reclamações que está em jogo. Vamos trabalhar com a proporcionalidade, ou seja, levar em considerações o número de reclamações para a quantidade de linhas”, concluiu José Rangel.

Ouvidos pelo PE247, assinantes da operadora concordam que era necessária uma medida enérgica para que a empresa volte sua atenção para a melhoria da prestação do serviço. “Para falar através de um celular TIM, eu estou quase indo (de dentro de casa) para a rua”, contou o analista de suporte Maximiliano Melo. O profissional de tecnologia, usuário da empresa há mais de cinco anos, aprovou a decisão da Anatel de endurecer de vez contra as operadoras de telefonia móvel. “Foi ótimo”, sentenciou. 

Segundo o estudante de Ciências Políticas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alexandre Lins, é um “absurdo” a empresa investir significativamente em marketing, mas pecar em relação à melhoria da rede. “A medida da Anatel foi cabível. Agora, não tem cabimento a TIM procurar atrair cada vez mais clientes e não dar conta nem dos que já tem”, criticou Lins.

A estudante de Arqueologia da UFPE Ilana Eliza também concorda com essa tese. De acordo com ela, não é possível realizar “apenas” uma ligação para conseguir falar com alguém. “Você liga várias vezes para poder falar com uma pessoa. Por causa das falhas na rede, a chamada que não completa. A TIM aumenta o número de chips, mas não atende à demanda”, avaliou, indignada.

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