O Lado Bom do Aborrescente
O lado bom do aborrescente
Esqueça o que você ouviu falar sobre essa faixa etária. Pesquisas recentes derrubam os estereótipos e mostram que 80% desses jovens atravessam essa fase sem maiores percalços. Saiba como tirar proveito da adolescência e aprenda a superar os conflitos
João Loes
Istoé
MUDANÇA
As mentes ágeis e sedentas por novidades dos adolescentes
podem dar frutos tanto em casa quanto no ambiente de trabalho
Impulsivo, egoísta, inseguro. Inconsequente, irresponsável, instável. Questionador, teimoso, arrogante. Não é de hoje que esses adjetivos são usados para descrever os adolescentes. Há décadas, os jovens com idades entre 10 e 19 anos são vistos e compreendidos pela ótica dos estereótipos. “Tenho vontade de trancar meu filho no quarto e só tirá-lo de lá quando ele for adulto”, dizem alguns pais. “Lá vem o aborrescente”, falam outros. Pesquisas recentes, no entanto, têm mostrado que essa percepção negativa não condiz com a realidade. Os adolescentes podem até ser impulsivos e egoístas, questionadores e arrogantes. Mas são muito mais do que isso. “Durante anos, limitamos nosso entendimento dessa etapa ao que ouvíamos de psicólogos que tratavam jovens e famílias que buscavam ajuda profissional em momentos de crise”, explica o psiquiatra Laurence Steinberg, pesquisador da Temple University, nos Estados Unidos, uma das maiores autoridades mundiais quando o assunto é comportamento juvenil. “Agora, revendo dados sem nos limitarmos às famílias e aos jovens com problemas, percebemos que essa faixa etária é bem mais tranquila e produtiva do que os estereótipos nos faziam imaginar.”
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