Entidade Máxima do Futebol Aprova Tecnologia Para Auxílio à Arbitragem

Poucos jogadores como o inglês Frank Lampard entrarão para a história do futebol por um gol não marcado. Ele foi o responsável por um polêmico lance no jogo entre Alemanha e Inglaterra, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2010. Aos 38 minutos do primeiro tempo, o meia chutou a bola, que bateu no travessão, quicou no interior do gol, esbarrou novamente em uma das traves e saiu. Na jogada, a bola ultrapassou em 33 centímetros a linha do gol, mas o juiz em campo não a viu entrar e deixou de marcar o ponto do time britânico — que alcançaria o empate, mas acabou perdendo de 4 x 1 para a equipe alemã. Os fãs furiosos exigiram medidas urgentes à Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a implementação da tecnologia em linha de gol. Neste mês, a carta branca foi concedida a dois sistemas, que poderão ser usados no Mundial de Clubes em dezembro, no Japão.


A tecnologia reivindicada compreende os sistemas que podem ser usados para determinar precisamente quando a bola passa completamente da linha de gol, dando assistência à equipe de arbitragem. Na última reunião da International Football Association Board (Ifab), no início deste mês, foi finalizada a segunda fase de análises dos modelos apresentados. A primeira etapa contou com oito sistemas avaliados desde agosto de 2011 pelo Laboratório Federal para Ciência e Tecnologia de Materiais da Suíça (Empa), contratado pela Fifa. Eles podem ser divididos em dois grandes grupos: aqueles que usam a imagem e os construídos por meio de sensores magnéticos. A Ifab aprovou por unanimidade um exemplar de cada: o Hawk-Eye e o GoalRef, mas ambos incitam discussões acaloradas entre os fãs do esporte.

Correio Brasiliense

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