Dieta Mediterrânea Ajuda Coração
SÃO PAULO (Folhapress) - Uma dieta mediterrânea à brasileira, que substitui atum, castanhas e azeite extravirgem por alimentos baratos e acessíveis no país, como sardinha, milho, sopa de feijão e tapioca. Esse é o projeto do Hospital do Coração (HCor), em parceria com o Ministério da Saúde. A ideia é lançar no País uma dieta com alimentos de baixo custo e presentes na rotina dos brasileiros para a prevenção de doenças cardiovasculares em pessoas que já tiveram infarto ou derrame ou que correm maior risco de sofrê-los por causa de hipertensão e colesterol alto.
Da primeira fase do projeto, que avaliou a efetividade da dieta, participaram 120 pessoas cardíacas do Rio de Janeiro e de seis cidades de São Paulo, durante oito semanas. Metade recebeu as orientações de praxe que são dadas após um evento cardiovascular, como diminuir a quantidade de gorduras saturadas (presentes na carne vermelha, por exemplo).
A outra metade seguiu o material educativo e o cardápio do projeto, os quais classificam os alimentos com as cores da bandeira nacional: verde, amarelo e azul. A escolha não é à toa: os participantes foram instruídos a montar os pratos de acordo com a predominância dessas cores na bandeira. Ou seja, a dieta recomenda ter maior quantidade de alimentos verdes (ricos em vitaminas, minerais e fibras), menor proporção de alimentos amarelos (com gordura saturada) e uma quantidade menor ainda de alimentos azuis, que contêm mais gordura, sal e açúcar.
“Independentemente do grau de instrução, a pessoa vai identificar o que é bom e qual a quantidade indicada”, diz a coordenadora da pesquisa do HCor, Bernardete Weber. Ela afirma que, se os alimentos recomendados forem muito diferentes do que a pessoa come normalmente, é difícil aderir às mudanças. Segundo ela, os níveis de colesterol dos participantes que seguiram a dieta cardioprotetora diminuíram.
De acordo com Bernadete, os pacientes também perderam peso, já que as dietas e as quantidades das calorias diárias foram adequadas para pacientes com sobrepeso ou obesidade. A segunda fase do estudo vai envolver cerca de 2 mil pessoas em todo o País, e vai elaborar diferentes dietas respeitando as variações regionais de cada estado.

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