Depois do Auge dos Anos 90, Forró Volta a Agitar Casas de Show no Rio de Janeiro

Agência O Globo

O ano do centenário de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, vem despertando muitas sanfonas, zabumbas e triângulos na cidade. Desde o boom do forró nos anos 90, há tempos não se via tanta gente rodopiando pelos salões do Rio. Diversas casas de festa passaram a reservar ao menos um dia da semana para ao ritmo, e o resultado é programação garantida de segunda a segunda.

Boa parte do grupo que vem agitando a nova cena do forró assistiu à popularização do estilo musical, há 20 anos, da plateia. É o caso dos integrantes das bandas Vulcão Erupçado e Fulano de Quê?, que, com idades entre 20 e 30 anos, conseguem levar centenas de pessoas aos arrasta-pés, divulgando os eventos quase que exclusivamente pelas redes sociais.

"Nunca entendemos porque o ritmo perdeu força. Sentimos a demanda e criamos a banda há seis meses", diz Raphael Logato, baixista do Fulano de Quê?

O grupo agita o disputado Forró da Lapa. Apesar do nome, a festa acontece na Rua do Ouvidor, na região do Rio Antigo. Dois andares de um sobrado costumam receber 700 pessoas. Os produtores da festa, Egil Vieira e Aline Carvalho, contam que quem sempre gostou de forrós estava sentindo falta de opções na cidade.

"Estávamos órfãos após o fim de uma festa que acontecia às terças-feiras. Nunca havíamos produzido um evento com o ritmo e decidimos tentar", contou Egil.

A bela paisagem do Arpoador também tem recebido casais atrás de uma noite de dança. Uma sexta-feira por mês, o Vulcão Erupçado embala 300 pessoas num encontro informal no calçadão, onde todos são convidados a levar instrumentos e fazer parte da festa. A data do próximo evento é segredo: "Só divulgamos dois dias antes para ficar mais reservado", conta o músico Tarcísio Cisão, cuja banda estará hoje na Casa do Barão, em Santa Teresa, a partir das 18h.

Eventos tradicionais 

Nem só de novos nomes vive a cena do forró carioca. O produtor cultural Rodrigo Bettencourt está à frente do Forró de Santa, que acontece há 15 anos no Clube Lagoinha, em Santa Teresa, e das Quartas Democráticas, há 8 anos no Clube Democráticos, na Lapa. Outro evento que leva sua assinatura é o Forró Casadinho, no restaurante Severyna, em Laranjeiras, que acontece em plena segunda-feira desde 2002.

"O forró não chegou a sair de cena e agora está crescendo novamente", confirma.

A procura levou o Centro Cultural Carioca a criar um evento com o ritmo na quinta, além do forró de domingo, já tradicional, ambos produzidos por Rodrigo.

Outro nome conhecido de quem dança coladinho, o grupo Forró do Mercado vem se apresentando no bar Leviano, na Lapa. Para Bruno Abreu, percussionista da banda, tem havido um fortalecimento do forró pé de serra, formado por trios: "Nós gostamos de inovar, improvisando e mesclando outras linguagens, como a do jazz".

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OPERAÇÃO UNBLOCK

Nota de Esclarecimento

Nota à Imprensa