Demóstenes Torres - Na performance de sempre


Nos idos de 2007, Demóstenes Torres, no papel de relator da CPI da Infraero, convocou o pernambucano Carlos Wilson para depor. Diante do quadro de saúde do ex-presidente da estatal, então com câncer, os senadores Tião Viana, Tasso Jereissati, Jarbas Vasconcelos e Sérgio Guerra fizeram apelo ao ex-democrata para poupar Cali.

O que ouviram do crítico Demóstenes foi: “Vocês podem me pedir o que quiserem, mas não para proteger chefe de quadrilha”. 

Diz o ditado que quem fala a língua paga. Ontem, com a faca no pescoço no Senado, Demóstenes, prestes a tombar, apelou: “Fui chamado de psicopata, pilantra (...) despachante de luxo, braço político (...) É como acusar a mulher de vagabunda. 
Como ela vai se defender?”. Teve um momento de humildade, mas não se rendeu a ela, já que essa nunca foi uma característica sua. Comparou-se a Jesus Cristo. “Pilatos lavou as mãos e cometeu o pior delito. 

Eu peço aos senhores que não lavem as mãos em relação a mim!”. E resolveu disparar, como era acostumado a fazer, contra Humberto Costa, relator do seu processo de cassação. Resgatou o escândalo da Máfia dos Vampiros, do qual Humberto já foi inocentado, e sapecou: “Eu quero ser tratado como Humberto Costa foi. Por que minha cabeça tem que rolar?” 

Renata Bezerra de Melo
Folha Política

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